
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou a jornalistas nesta quarta-feira (17/6) sobre o Brasil após encontros realizados durante a reunião do G7,em Évian-les-Bains, na França. Ao comentar sobre uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o republicano afirmou que o Brasil se tornou "um pouco perigoso politicamente" e fez referência a um suposto "Bolsonaro Jr.”.
A declaração de Trump pode gerar dúvidas sobre a quem ele se referia. O republicano afirmou que soube que no Brasil "prendeu o Bolsonaro Jr." após uma declaração feita no Texas e disse que ele aparecia bem posicionado nas pesquisas. No entanto, Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos e é associado às articulações políticas no Texas, não foi preso, e sim condenado a 4 anos em regime semi aberto na terça-feira (16/6) pelo STF por coeção no exterior.
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Já a menção às pesquisas eleitorais se aproxima mais da situação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como um dos possíveis nomes da direita para a eleição presidencial de 2026.
"Eu passei bastante tempo com ele [Lula], na verdade. O Brasil se tornou um país um pouco difícil, politicamente. Ele se tornou um pouco perigoso. Ouvi dizer que prenderam alguém do governo hoje. Descobri isso depois que saímos. Acabei de me despedir dele e ouvi que prenderam o Bolsonaro Jr.", disse Trump.
O presidente norte-americano também afirmou que as autoridades brasileiras "jogam duro", mas que “ninguém joga mais difícil do que os EUA”. Para concluir, disse que as eleições dos dois países são totalmente ligadas.
G7
No encontro na manhã desta quarta-feira, Lula e Trump tiveram interações breves e informais. O principal registro foi um aperto de mãos nos bastidores da cúpula. Já na tradicional foto de família do G7, os dois não chegaram a conversar.
O gesto ocorreu após um discurso de Lula em defesa da soberania dos países em desenvolvimento. Na ocasião, Trump se aproximou do brasileiro em um corredor do hotel onde ocorreu a cúpula e o cumprimentou com a expressão "good job" ("bom trabalho"). Lula respondeu apenas com um aceno de cabeça.
Os dois líderes também se encontraram após uma apresentação musical organizada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, para chefes de Estado e de governo convidados do G7. Segundo relatos, a conversa durou entre um e dois minutos e não abordou as recentes medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

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