O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reúne-se, nesta terça-feira (2/6), com o vice-presidente Geraldo Alckmin e outros ministros para calcular os impactos e resposta brasileira à proposta de tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos aos produtos importados do Brasil.
Estão presentes no encontro, também, os ministros Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação do governo), Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento) e José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais), além do embaixador Mauricio Lyrio, representando o Ministério das Relações Exteriores.
Durigan sinalizou, na segunda (1º), que o governo tinha no radar a possibilidade de um ataque norte-americano ao Pix.
“Nós não vamos deixar de fazer esforços, e devo entrar, nesta semana, em contato com as autoridades dos Estados Unidos para esclarecer o que está acontecendo, porque o presidente Lula foi o primeiro a defender o combate a esse tipo de facção”, disse ele, citando que as sanções que podem ser impostas pela classificação do PCC e do CV como terroristas podem prejudicar empresas e bancos brasileiros.
O governo de Donald Trump concluiu uma investigação, iniciada em julho do ano passado pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), em que acusa o governo brasileiro de cometer uma série de práticas que "oneram ou restringem" o comércio norte-americano, como o Pix e o desmatamento ilegal, bem como de ter problemas ao aplicar leis anticorrupção.
Em resposta, os EUA propõe uma aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceção de algumas, como carne, frutas, café, aeronaves e terras raras.
Planejamento e Orçamento
