DIPLOMACIA

Durigan prepara reunião com secretário dos EUA após crise envolvendo PCC e CV

Ministro da Fazenda também disse que ideia de que Brasil abriga grupo terrorista trará prejuízos econômicos

A interpretação de que as facções criminosas são grupos terroristas contraria o Planalto porque, uma vez taxado de país que abriga organizações terroristas, o Brasil pode ser sancionado e atacado economicamente ou até territorialmente -  (crédito: Rogério Cassimiro/MMA)
A interpretação de que as facções criminosas são grupos terroristas contraria o Planalto porque, uma vez taxado de país que abriga organizações terroristas, o Brasil pode ser sancionado e atacado economicamente ou até territorialmente - (crédito: Rogério Cassimiro/MMA)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira (1º/5) reunir informações para um encontro com Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, com o objetivo de reverterter a decisão dos Estados Unidos de classificarem, a partir de sexta-feira (5/6), os grupos criminosos Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

"Eu tenho contato direto com as autoridades norte-americanas, mas por enquanto não. A gente tá reunindo as informações, vendo o que que vem pela frente, avaliando os próximos passos, tendo as informações todas, tendo um diagnóstico minha posição eu vou levar ao Scott Blessent sem nenhuma dúvida", explicou.

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O ministro ainda disse temer que autoridades norte-americanas utilizem do pretexto de que os Estados Unidos classificaram  como organizações terroristas para prejudicarem bancos e empresas brasileiros. 

“As principais preocupações é o quanto de espaço de discricionariedade isso (classificação dos EUA) vai abrir, tornando empresas brasileiras, bancos brasileiros como alvos de algo que não é concreto”, disse o ministro, ao afirmar que o foco do governo brasileiro é evitar um prejuízo provocado por algo “fantasioso” — a classificação de CV e PCC como terroristas internacionais — colocado pelos Estados Unidos.

A interpretação de que as facções criminosas são grupos terroristas contraria o Planalto porque, uma vez taxado de país que abriga organizações terroristas, o Brasil pode ser sancionado e atacado economicamente ou até territorialmente. 

Reunião com Lula

As declarações do ministro da Fazenda ocorreram após ele ter se reunido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tarde desta segunda-feira (1º/6), no Palácio da Alvorada.

Também participaram do encontro os ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, e Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social do presidente. A reunião entre Lula e ministros ocorreu em meio à decisão de os Estados Unidos classificarem o PCC e o CV como organizações terroristas internacionais.

Embora Durigan tenha conversado com jornalistas após o encontro, o ministro destacou que o diálogo com Lula abordou temas relacionados ao Produto Interno Bruto (PIB) e a preparativos para agendas internacionais.

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postado em 01/06/2026 20:35
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