O PSol solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (2/6), a inclusão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que investiga a atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. O pedido foi apresentado pelo deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSol-RJ), que aponta indícios de participação do parlamentar fluminense em articulações com autoridades norte-americanas para pressionar o Brasil e influenciar processos em andamento no país.
Segundo a petição encaminhada à Corte, a conduta atribuída a Flávio Bolsonaro teria relação com os fatos já apurados no inquérito que investiga uma suposta tentativa de coação no curso do processo envolvendo Eduardo Bolsonaro. Para o partido, há elementos que justificam o aprofundamento das investigações e a ampliação do escopo da apuração.
O documento destaca a viagem de Flávio Bolsonaro a Washington, realizada nos dias 25 e 26 de maio. Durante a agenda nos Estados Unidos, o senador participou de encontros com o presidente norte-americano, Donald Trump, e com o secretário de Estado, Marco Rubio. Eduardo Bolsonaro também esteve presente nas reuniões.
O PSol argumenta que, poucos dias após a visita, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) apresentou uma proposta para aplicar tarifas de 25% sobre produtos importados do Brasil, com exceção de mercadorias enquadradas em categorias consideradas de segurança nacional. Na avaliação da legenda, a proximidade temporal entre os encontros e o anúncio da medida comercial levanta questionamentos que devem ser esclarecidos pelas autoridades.
Além da inclusão de Flávio Bolsonaro como investigado, o partido pede que o STF solicite informações ao Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre as reuniões realizadas em maio. A legenda também requer que o senador apresente documentos, registros e comunicações mantidos com autoridades norte-americanas desde julho de 2025. O Correio entrou em contato com a equipe de Flávio Bolsonaro, mas até a publicação desta matéria, o senador não havia se manifestado sobre o pedido.
