O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (10/6) que o Brasil não vai “abaixar a cabeça” diante dos Estados Unidos e reforçou que a defesa da soberania nacional, especialmente do sistema de pagamentos Pix, está entre as prioridades do governo nas negociações sobre as novas tarifas anunciadas pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump.
A declaração foi feita durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, o Conselhão, realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao comentar a relação comercial entre os dois países, Durigan destacou que o Brasil defenderá sua política econômica e seus interesses estratégicos. “O Brasil não abaixa a cabeça para ninguém e a gente defende a nossa política econômica no mundo”, afirmou.
O ministro também ressaltou o papel do país em temas econômicos e ambientais. Segundo ele, o Brasil ocupa posição de liderança global em áreas como combustíveis e fontes alternativas de energia e não abrirá mão de ser tratado com respeito no cenário internacional.
As declarações ocorrem em meio à expectativa de entrada em vigor, a partir da próxima segunda-feira (15), de novas sobretaxas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Com a combinação das medidas, alguns itens exportados pelo Brasil poderão ser tarifados em até 37,5%.
O governo norte-americano justificou as novas cobranças alegando a existência de práticas comerciais consideradas “irrazoáveis” por parte do Brasil.
Durante o encontro, Durigan afirmou que a proteção da soberania nacional está no centro da atuação do governo federal diante das medidas anunciadas por Washington. “A primeira tarefa que eu tenho é proteger a soberania ao lado do presidente Lula, em especial o nosso Pix”, declarou.
O ministro também defendeu que os resultados da economia devem se traduzir em benefícios concretos para a população. Segundo ele, uma economia forte não deve ser medida apenas por indicadores e projeções, mas pela capacidade de melhorar a vida das pessoas e fortalecer a soberania do país.
“Uma economia forte não é para constar de painéis e cenários e grandes números, é para fazer com que as pessoas recebam os benefícios e as pessoas sintam a força de um país soberano, a força de uma economia forte”, afirmou.
