Caso Master

Defesa de Augusto Lima, dono do Banco Pleno, diz que ação da PF era 'desnecessária'

Advogados afirmam que empresário está à disposição das autoridades há seis meses e sustentam que os fatos investigados na Operação Compliance Zero são lícitos

A defesa do empresário Augusto Lima afirmou nesta quinta-feira (18/6) que as diligências realizadas pela Polícia Federal no âmbito da nova fase da Operação Compliance Zero eram “desnecessárias”. Em nota enviada à imprensa, os advogados sustentam que o empresário está à disposição das autoridades há seis meses para prestar esclarecimentos sobre os fatos investigados.

A manifestação ocorre após a Polícia Federal cumprir mandados autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em uma etapa da investigação que também teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), além de outros investigados ligados ao caso Banco Master.

Na nota, os advogados Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebastián Mello afirmam que Augusto Lima tem colaborado com as apurações desde o início das investigações. Apesar da crítica às diligências, os defensores avaliam que a nova fase da operação contribuirá para esclarecer os fatos. Segundo a nota, as medidas devem reforçar a legalidade das condutas analisadas pela Polícia Federal. “Ainda assim, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos”, afirmam os advogados.

A defesa também sustenta que Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da legislação vigente. Os advogados destacam que a atuação do empresário ocorreu com observância das normas que regulam o sistema financeiro nacional e a administração pública. “Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”, diz a nota.

A nova fase da Operação Compliance Zero aprofunda investigações sobre supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master. As apurações buscam esclarecer possíveis práticas de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial envolvendo empresários e agentes públicos

Até o momento, não há condenação contra Augusto Lima. As investigações seguem em andamento e os fatos ainda serão analisados pelas autoridades responsáveis pelo caso.

Mais Lidas