Eleições 2026

CNI entrega documento com prioridades aos presidenciáveis e pede 'respaldo institucional'

Agenda da entidade entregue a Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) estabelece pacote de propostas para reduzir custo do crédito e aumentar competitividade

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entrega, nesta segunda-feira (22/6), para três pré-candidatos à Presidência da República, um documento que enumera prioridades para o setor nos próximos anos. O evento, realizado no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, conta com a presença dos pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

No documento, a CNI reconhece o avanço na agenda industrial com o programa Nova Indústria Brasil (NIB), lançado em 2024, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio do então ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. No entanto, a entidade acredita que o programa por si só não foi suficiente para alavancar a produtividade da indústria.

“A nova política industrial precisa do respaldo institucional conferido aos planos de outros setores. O agronegócio brasileiro, por exemplo, é hoje uma potência global porque conta há décadas com amparo legal estável, governança e estratégias previsíveis”, destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Mesmo com o aumento do número de empregos nos últimos anos, a confederação avalia que esse crescimento foi sustentado por cargos de menor remuneração. Além disso, ela alerta para o problema da desindustrialização, que teve início ainda na década de 1980 e que mantém o setor estagnado em relação a outros países emergentes.

O presidente da CNI acredita que o maior desafio para a indústria brasileira é crescer de forma rápida e sustentável e que a política fiscal deve andar lado a lado com a política macroeconômica. Ele recorda o nível elevado da taxa básica de juros, que atualmente está em 14,25% ao ano, e é um dos principais freios para o crescimento da atividade econômica.

“O Estado precisa garantir um ambiente de negócios pautados pela estabilidade das regras e por agências reguladoras fortalecidas e independentes que assegurem o bom funcionamento dos mercados”, acrescenta o presidente da confederação.

Pontos principais

O documento "Construindo o Brasil 2050: A indústria na agenda dos presidenciáveis" enumera três pilares fundamentais para o setor nos próximos anos: a defesa da macroeconomia para o crescimento sustentável, garantir políticas viáveis para o desenvolvimento produtivo, além de reduzir o Custo Brasil e melhorar o ambiente de negócios.

A agenda da CNI ainda separa um trecho para a transição energética — tema que a entidade acredita que o Brasil possui todas as condições para ser protagonista nos próximos anos. Entre os temas que a confederação pede prioridade, está a adoção do marco regulatório de hidrelétricas reversíveis, além da Política Nacional de Economia Circular pela força da lei.

“Podemos consolidar o Brasil verde digital, convertendo os nossos diferenciais com a matriz energética limpa e a maior biodiversidade do planeta em vantagens competitivas reais”, completa o executivo.

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