A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, nesta segunda-feira (22), que o ministro André Mendonça é quem deve decidir sobre investigação ou não ao envio de recursos do Banco Master para financiamento do filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro. A manifestação ocorreu em um pedido de diligências feito pelo deputado Lindberg Farias (PT), em uma ação que é relatada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Por ser o responsável pelo processo em que o deputado fez o pedido, Moraes automaticamente seria responsável por determinar que a Polícia Federal investigue os recursos enviados ao filme. No entanto, ao pedir a manifestação da Procuradoria, o procurador Paulo Gonet defendeu que a ação deve ficar a cargo de Mendonça, relator do inquérito que investiga as fraudes do Master.
Mendonça tem sido acusado, em manifestações nas redes sociais e por políticos de esquerda, de beneficiar Flávio Bolsonaro, por não ter determinado, até agora, a realização de diligências contra o senador, que teria pedido R$ 134 milhões da Daniel Vorcaro, dono do Master. Pelo menos R$ 61 milhões teria sido repassado de fato, por meio de um fundo nos Estados Unidos ligado a Eduardo Bolsonaro.
O documento protocolado por Lindbergh foi incluído na ação que trata de articulações de Eduardo Bolsonaro em solo norte-americano para impedir o andamento de uma ação penal contra o pai dele, Jair Bolsonaro. Este processo está tramitando no gabinete de Moraes. Ao receber a manifestação da PGR, o ministro enviou o caso para decisão de Edson Fachin, presidente da Corte.
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