
O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL) voltou a criticar, nesta segunda-feira (22/6), o atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva, por ser contrário à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
Em evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ele disse que, em um eventual governo, denominará essas milícias como terroristas no Brasil.
“Nós vamos classificar as organizações como terroristas a partir do ano que vem também”, enfatizou o pré-candidato, que acrescentou: “Acabamos de lançar o programa ‘Brasil Sem Medo’, com 12 medidas emergenciais na segurança pública. Uma delas é essa: aumentar a punição para esses narcoterroristas classificados como terroristas de liberdade para retirá-los de circulação”.
O senador justificou a medida afirmando que essas organizações impõem o medo coletivo, dominam territórios e criam um "poder paralelo" que impede a entrada de serviços básicos, como ambulâncias. Ele afirmou, ainda, que pretende abrir 500 mil novas vagas em presídios, se for eleito.
“Esses marginais têm que ficar muito mais tempo presos. Já propusemos criar mais meio milhão de novas vagas em presídios para manter longe de circulação esse tipo de gente. Porque 70% dos crimes cometidos neste país são cometidos pelas mesmas pessoas que contam com uma lei ainda fraca como a audiência de custódia, uma ‘porta giratória’ para esses marginais”, destacou.
No último mês de maio, o governo norte-americano publicou um decreto em que classifica CV e PCC como organizações terroristas, o que foi mal recebido pelo Palácio do Planalto. Na visão do Executivo brasileiro, a medida fere a soberania nacional ao tratar sobre o combate ao crime organizado dentro de outro país.
O pré-candidato Flávio Bolsonaro e seu irmão, Eduardo, foram apontados como responsáveis por articular com a Casa Branca para que ela tomasse essa decisão.
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Segurança às mulheres
Durante o evento da CNI, que teve como objetivo apresentar propostas do setor industrial para os próximos anos, o senador priorizou comentar sobre o tema da segurança pública, um dos temas mais comentados pelos presidenciáveis antes das eleições. Além da medida para classificar as milícias como terroristas, Flávio Bolsonaro disse que vai criar um programa para proteger “de verdade” as mulheres que sofrem violência.
O pré-candidato citou o exemplo de um sistema já utilizado no município de São Paulo que utiliza georreferenciamento para identificar o agressor e a vítima.
“Se chegou perto o marginal agressor perto da mulher vítima, automaticamente aciona duas viaturas, uma vai em direção à mulher, a outra vai em direção ao agressor. Reduziu drasticamente o número de feminicídio no município de São Paulo porque acabou a impunidade”, disse o senador.
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