O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (30/6), durante a Cúpula do Mercosul realizada em Assunção, no Paraguai, que a América do Sul deve preservar sua autonomia diante das transformações no cenário internacional.
Sem mencionar diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula criticou alinhamentos automáticos entre países e defendeu uma atuação independente dos integrantes do bloco.
“Ninguém é dono do mundo e nem da América do Sul”, declarou o presidente, ao defender que os países sul-americanos mantenham capacidade de diálogo com diferentes parceiros internacionais, preservando seus interesses estratégicos.
Durante sua participação no encontro, Lula também falou de forma espontânea sobre a sucessão presidencial brasileira. O presidente afirmou que pretende disputar um novo mandato em 2026, e justificou a decisão como forma de preservar a democracia no país. “Vou ser candidato à reeleição com 80 anos para evitar que irresponsáveis voltem a governar este país”, afirmou.
Ele disse que o Brasil atravessa um momento favorável na economia, cenário que, segundo ele, reforça a necessidade de manter a estabilidade política e institucional. Ao abordar os desafios do Mercosul, Lula defendeu maior integração econômica entre os países-membros e criticou o avanço de medidas protecionistas no comércio internacional.
Para o presidente, o fortalecimento do bloco é fundamental para ampliar sua competitividade e reduzir a dependência da exportação de matérias-primas.
Pagamento inspirado no Pix
Na área econômica, Lula apresentou a proposta de criação de um sistema regional de pagamentos inspirado no Pix. A iniciativa busca facilitar as transações comerciais entre os países do Mercosul, reduzir custos financeiros e aumentar a proteção da região diante de eventuais crises e oscilações da economia global.
O presidente também defendeu o fortalecimento institucional do Mercosul. Segundo ele, o bloco precisa consolidar mecanismos permanentes de funcionamento para que sua atuação não dependa exclusivamente das decisões dos governos de turno ou da vontade dos presidentes eleitos.
