
“De fato não há interesse técnico, não há elementos jurídicos que autorizem que essa proposta de delação seja validada, porque muitas das coisas que estão sendo contadas já é do nosso conhecimento”, disse o diretor-geral, em café com jornalistas, realizado na sede da Polícia Federal nesta sexta-feira (03).
Andrei Rodrigues explicou de uma maneira geral, válidos para todos os casos, que a delação premiada, de acordo com previsto em lei, é um direito do réu, e se forem apresentados elementos importantes para a investigação, as negociações são abertas.
“O instituto da delação tem previsão legal e é um direito da defesa. Não é o fato da polícia querer, da polícia não querer. Isso eu falo da nossa gestão, da nossa equipe. Nós temos muitos elementos já conectados na investigação. A delação tem requisitos previstos que tem que trazer acréscimo, geração de provas, algo que ainda não temos. Tem que ver o que tem de novo para trazer. É um processo e é um direito do investigado", destacou.
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As propostas de delação de Vorcaro foram rejeitadas duas vezes pelos investigadores da Polícia Federal. A avaliação é de que ele não está contando tudo que sabe e não está trazendo elementos relevantes, além dos que já foram acessados pela Compliance Zero.

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