PRISÃO

Defesa diz que espingarda de Bolsonaro permanece em empresa no RS

Advogados afirmam ao STF que arma recebida como presente nunca foi retirada de uma importadora em Caxias do Sul e pedem que a empresa seja acionada para entregá-la à Polícia Federal

A defesa informou ainda que duas armas da marca Caracal, um fuzil e uma pistola, já haviam sido entregues em 2023. -  (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
A defesa informou ainda que duas armas da marca Caracal, um fuzil e uma pistola, já haviam sido entregues em 2023. - (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que uma das armas vinculadas ao político permanece, desde a aquisição, sob a guarda de uma empresa importadora de artigos bélicos em Caxias do Sul (RS). Segundo os advogados, trata-se de uma espingarda recebida "a título de presente", que nunca chegou a ser retirada do estabelecimento.

O esclarecimento foi encaminhado ao STF após o Comando do Batalhão de Polícia do Exército comunicar que entregou à Polícia Federal os armamentos que estavam sob sua custódia. Durante a conferência do material, porém, foi constatado que alguns itens relacionados na decisão judicial não estavam armazenados na unidade militar, o que motivou a manifestação da defesa.

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Na petição, os advogados afirmam que, após uma nova verificação, identificaram que a espingarda havia sido inicialmente apontada, de forma equivocada, como estando acautelada no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília. Conforme a defesa, a arma permaneceu todo esse tempo sob a guarda da empresa importadora no Rio Grande do Sul.

Os representantes de Bolsonaro solicitaram ainda que o Supremo adote a medida considerada mais adequada para viabilizar a entrega da espingarda à Superintendência Regional da Polícia Federal. Entre as alternativas sugeridas está o envio de ofício à empresa responsável pela custódia do armamento para que confirme a posse da arma e providencie sua apresentação às autoridades.

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Na última sexta-feira, ao manter Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária, Alexandre de Moraes determinou que todo o arsenal vinculado ao ex-presidente fosse entregue à Polícia Federal. Na decisão, o ministro considerou incompatível a manutenção da posse de armas de fogo por alguém que cumpre pena criminal e também revogou o Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente.

A defesa informou ainda que duas armas da marca Caracal, um fuzil e uma pistola, já haviam sido entregues em 2023, em cumprimento a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). Diante da divergência sobre a localização desses armamentos, Moraes determinou que a Polícia Federal confirme se ambos realmente estão sob custódia da corporação. O Exército, por sua vez, comunicou que os demais armamentos armazenados no batalhão já foram encaminhados à Superintendência da PF em Brasília.

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postado em 07/07/2026 09:07
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