
Segundo a PF, Brazão teria usado organizações da sociedade civil (OSCs) para desviar recursos de emendas parlamentares - (crédito: Cleia Viana / Câmara dos Deputados)
O ex-deputado federal Chiquinho Brazão é alvo da Operação Emendatio, deflagrada nesta quinta-feira (9/7), pela Polícia Federal (PF). A ação investiga o desvio de emendas parlamentares, e é um desdobramento das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Chiquinho e o irmão dele, Domingos Brazão, foram os mandantes dos homicídios.
As equipes policiais cumpriram dois mandados. Um contra o empresário Raphael da Silva Gonçalves, que foi detido em casa, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, e outro contra o policial militar e ex-assessor Robson Calixto Fonseca, vulgo Peixe, também condenado no caso Marielle. Robson já está preso, assim como Chiquinho, em razão do envolvimento nos assassinatos.
Os mandados foram expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que também autorizou 21 ações de busca e apreensão e o bloqueio de R$ 100 milhões em bens. A PF aponta que parte dos recursos de emendas parlamentares foram desviados por meio de entidades sem fins lucrativos.
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Recursos públicos
“A investigação identificou que parte dos recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinados a entidades sem fins lucrativos, que mantinham contratos e parcerias com órgãos da administração pública federal, teria sido desviada mediante pagamentos indevidos, utilização de empresas interpostas e mecanismos destinados a ocultar a origem e o destino dos valores”, explicou a PF.
“Segundo apurado até o momento, os investigados teriam utilizado organizações da sociedade civil (OSCs), pessoas físicas e pessoas jurídicas vinculadas ao grupo para movimentação financeira e ocultação patrimonial, com indícios de repasses realizados por meio de empresas e terceiros”, destaca o texto da corporação.
“Há suspeita de irregularidades nas parcerias celebradas com as OSCs investigadas, tais como superfaturamento, de conluio entre empresas participantes das cotações de preços e de inexecução contratual”, completa a nota da PF.
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Por Renato Souza
postado em 09/07/2026 16:46
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