
O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) oficializou o lançamento da pré-candidatura do presidente nacional, Leonardo Avalanche, à Presidência da República nas eleições de 2026. Natural de Anápolis (GO), ele disputará o pleito com o concorrente e conterrâneo, Ronaldo Caiado (PSD).
O PRTB chegou a apostar no empresário Pablo Marçal para disputar a Presidência da República, mas a candidatura foi inviabilizada após ele ser declarado inelegível por irregularidades cometidas durante as eleições municipais de 2024. Meses depois, há cerca de quatro meses, Marçal deixou a sigla e ingressou no União Brasil.
Em comunicado, o partido afirmou que pretende apresentar uma alternativa no cenário político nacional, definindo-se como a única sigla conservadora que "de fato, se mantém antissistema" e defendendo uma gestão "correta, técnica e limpa".
Ao anunciar a pré-candidatura, Avalanche afirmou que o momento exige um candidato capaz de "resgatar o sonho" dos brasileiros.
"O PRTB é o partido da coragem e do trabalho. Como presidente nacional, entendi que a hora exige alguém que não apenas conheça a máquina, mas que tenha a mão firme para articular, organizar e, acima de tudo, resgatar o sonho de cada brasileiro por um país próspero e justo", disse.
Quem é Leonardo Avalanche
Leonardo Alves de Araújo, ou Leonardo Avalanche, é natural de Anápolis, no Goiás, e tem 37 anos. Empresário, sua trajetória profissional inclui passagens pela iniciativa privada e por atividades vinculadas ao Judiciário, conforme informações divulgadas pelo partido.
Em 2024, ele assumiu a presidência nacional do PRTB. Sob sua liderança, a sigla passou a adotar a presença digital como uma de suas principais estratégias. Na legenda, Avalanche foi uma das pessoas fundamentais na articulação da candidatura de Pablo Marçal à prefeitura de São Paulo, em 2024.
À frente do PRTB, sua trajetória também foi marcada por controvérsias. Durante a campanha municipal de 2024, vieram a público áudios nos quais o dirigente afirmava ter influência na soltura de André do Rap, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), além de declarar que seu motorista teria ligações com a organização criminosa. A divulgação do material levou Pablo Marçal a defender o afastamento imediato de Avalanche do comando da legenda.
O presidente do PRTB negou reconhecer a autenticidade dos áudios e afirmou que o conteúdo poderia ter sido produzido com o uso de ferramentas de inteligência artificial. Posteriormente, Marçal voltou a se aproximar do dirigente e declarou que ele não tinha qualquer envolvimento com o PCC.
As polêmicas envolvendo Avalanche também incluem uma disputa pelo comando do PRTB. Em janeiro deste ano, o Ministério Público de São Paulo denunciou o dirigente e outras seis pessoas por suposta fraude na eleição interna da legenda. De acordo com a acusação, o grupo teria utilizado documentos falsificados para assumir o controle do partido.
Na mesma denúncia, o MP acusa Avalanche de assédio, ameaças e violência política de gênero contra Rachel Carvalho, então vice-presidente nacional do PRTB. A defesa do presidente da sigla rejeita todas as acusações e afirma que tanto a eleição interna quanto os atos praticados por ele seguiram a legislação vigente.

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