Relações Exteriores

Presidenciáveis criticam tarifa de 25% dos EUA e cobram atuação do governo

Zema e Caiado afirmam que a decisão prejudica os interesses do Brasil e desrespeita a relação histórica entre os dois países

Os ex-governadores não pouparam críticas ao governo Trump e ao presidente Lula -  (crédito: Reprodução de vídeo)
Os ex-governadores não pouparam críticas ao governo Trump e ao presidente Lula - (crédito: Reprodução de vídeo)

O anúncio da imposição de uma tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros provocou reações de pré-candidatos à Presidência da República. Eles criticaram tanto a medida norte-americana quanto a condução do governo brasileiro diante da crise comercial, nesta quinta-feira (16/7).

O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), classificou o tarifaço como uma medida "protecionista". Ele também afirmou que a decisão prejudica os interesses do Brasil e desrespeita a relação histórica entre os dois países.

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Em nota, Zema manifestou preocupação com os impactos sobre a indústria nacional, destacando que o mercado norte-americano é um dos mais relevantes para os produtores brasileiros. Segundo ele, a sobretaxa compromete a competitividade das empresas brasileiras no exterior.

Apesar das críticas à decisão dos Estados Unidos, o governador também atribui parte da responsabilidade ao governo federal. Para Zema, houve falhas na condução das negociações diplomáticas, com a criação de "atritos desnecessários" e a adoção de um "discurso eleitoreiro". O pré-candidato afirmou que uma atuação mais técnica e responsável poderia ter evitado a retaliação, embora tenha ressaltado que a medida norte-americana "não se justifica".

Já o governador de Goiás e também pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), reagiu ao anúncio do governo Trump demonstrando indignação com a confirmação da tarifa de 25% que atingirá mais de 4 mil produtos brasileiros.

Caiado afirmou que a medida representa uma "penalização direta" para trabalhadores e produtores nacionais. Em sua declaração, o governador criticou o que classificou como politização do tema e direcionou ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Segundo o pré-candidato, ambos estariam priorizando interesses eleitorais em detrimento da defesa do país. "O Brasil ficou de fora da defesa de vocês", afirmou. Para o ex-governador, a crise evidencia a necessidade de uma liderança com capacidade de representar o país internacionalmente e defender os interesses nacionais.

 

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postado em 16/07/2026 12:38
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