
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, atribuiu o tarifaço de 25% a alguns produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos à ideia de que o Planalto não cedeu a interesses do presidente norte-americano Donald Trump.
“Claramente, o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato de o Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas no curso das negociações”, afirmou Vieira, nesta quinta-feira (16/7), durante leitura de uma carta da diplomacia brasileira, em resposta à sobretaxa anunciada pelo governo dos EUA.
As justificativas dos Estados Unidos para aplicar a tarifa de 25% às exportações brasileiras abrangem a suposta adoção pelo Brasil de práticas prejudiciais ao mercado norte-americano. Entre os principais argumentos está o Pix, citado como sistema de pagamento "desleal".
Na carta, Mauro Vieira destacou que as alegações das autoridades dos EUA são “descabidas”. “O Pix é uma infraestrutura pública de pagamentos criada pelo Banto Central e está disponível a todas as instituições que atuam no Brasil. Não é sério falar em competição desleal gerada pelo Pix”, reforçou.
O chanceler também reiterou o esforço do governo brasileiro em negociar com a Casa Branca. Segundo Mauro Vieira, desde abril do ano passado, houve mais de 30 reuniões entre representantes do governo Lula e do governo norte-americano.
“Somente com Jamieson Greer (secretário de Comércio dos EUA) e Marco Rubio (secretário de Estado dos EUA), foram realizados 11 contatos, incluindo as reuniões entre os presidentes (Lula e Trump)”, relatou o ministro das Relações Exteriores do Brasil.

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