Eleições 2026

"Feministo": Flávio tenta se desvincular de discurso contra mulheres

O senador sinalizou, durante live de lançamento do programa "Brasil por Elas", que o combate à violência contra mulheres é bandeira "da direita"

Flávio Bolsonaro e a mulher, Fernanda: campanha acena ao eleitorado feminino após acusações recentes de misoginia -  (crédito: Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro)
Flávio Bolsonaro e a mulher, Fernanda: campanha acena ao eleitorado feminino após acusações recentes de misoginia - (crédito: Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro)

Em meio a episódios recentes de acusações de misoginia e de "fogo amigo" no campo da direita, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou na noite de quinta-feira (16/7) que o enfrentamento à violência contra as mulheres também deve ser uma pauta defendida por setores conservadores. A declaração foi feita durante a live de lançamento do programa "Brasil por Elas", que reúne propostas voltadas ao público feminino.

"Quando eu comecei a falar sobre isso, muitos aqui vieram e falaram: 'Você virou feministo'. Eu não virei 'feministo', eu só acredito que a gente não pode entender que essa bandeira não é nossa. Essa bandeira é nossa, da direita", declarou.

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Durante a transmissão, Flávio anunciou a criação da assistente virtual "MarIA", ferramenta baseada em inteligência artificial que, segundo ele, deverá prestar apoio às mulheres em diferentes situações, desde o acesso a serviços públicos até pedidos de ajuda em casos de violência doméstica.

Em vídeo de divulgação produzido com inteligência artificial (IA), a campanha apresenta a plataforma como uma "amiga virtual" que acompanhará as mulheres "tanto nos momentos bons, como de dificuldade". Uma das cenas mostra uma mulher fugindo de uma agressão e se trancando no banheiro enquanto pede ajuda pelo celular: "Socorro! Socorro! MarIA, me ajuda! Meu marido quer me bater! Socorro!"

A peça também retrata outros usos da ferramenta, como auxílio para abrir um Microempreendedor Individual (MEI), agendamento de mamografia e busca por vagas em creches.

Segundo o presidenciável, a assistente terá comunicação por voz para facilitar o atendimento a mulheres analfabetas e deverá alcançar mais de 70 milhões de brasileiras com acesso à internet. Ao explicar o nome da plataforma, afirmou que a escolha faz referência à combinação entre "Maria" e "IA", sigla para inteligência artificial. Ao seu lado, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos) acrescentou: "Maria é a mãe de todos".

O senador também voltou a defender que sua eventual chapa presidencial tenha uma mulher como candidata à vice-Presidência e citou os nomes de Daniella Marques, da deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) e da deputada Simone Marquetto (PP-SP) como possíveis opções.

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AH
postado em 17/07/2026 11:36 / atualizado em 17/07/2026 11:41
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