
Aliados bolsonaristas tomaram as redes sociais para criticar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que suspendeu visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por 30 dias. Ele também proibiu, até o fim das eleições de 2026, visitas com finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestos com o mesmo teor.
- Leia também: Flávio mira eleitorado feminino e critica Moraes: "Agindo como demônio"
- Leia também: Moraes nega pedido para que Milei visite Bolsonaro em prisão domiciliar
O líder da oposição no Senado Federal, Rogério Marinho (PL-RN), avalia que o ministro usa decisões judiciais como instrumentos de “silenciamento político” e amplia restrições para além do que a própria Constituição prevê.
“A jurisprudência consolidada do STF sempre conferiu interpretação restritiva ao art. 15 da Constituição, limitando a suspensão dos direitos políticos aos direitos de votar e de ser votado. (...) O Brasil voltará a ser uma democracia plena quando a Constituição estiver acima de todos, nenhum Poder ultrapassar os seus limites.”, escreveu Marinho.
- Leia também: Veja detalhes da decisão de Moraes que limita visitas a Bolsonaro
- Leia também: Flávio reage a veto de Moraes e fala que Bolsonaro foi "enterrado vivo"
- Leia também: Com decisão de Moraes, Javier Milei não poderá visitar Bolsonaro
Na mesma linha, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) avaliou que a decisão do ministro ultrapassa os limites da razoabilidade, cria “precedente preocupante” e representa “mais um grave episódio” de restrição às liberdades e aos direitos políticos no Brasil. “Não se pode confundir medidas cautelares com o cerceamento da liberdade de expressão e da atividade política”, defendeu.
O líder do PL no Senado Federal, Carlos Portinho (PL-RJ), avaliou que as decisões do magistrado vão para “além da censura” e atuam como uma “pena de masmorra” em meio a um suposto Estado de Direito. “Toda a perseguição irá acabar, o Brasil voltará a ser uma democracia”, disse o líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto (PL-PB).
“Enterrado vivo”
O filho do ex-presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência da República, afirmou que a decisão não é por “justiça”, mas uma forma de intervir no pleito deste ano, assim como uma vingança e um ato ilegal, desproporcional, covarde e cruel.
“Bolsonaro foi enterrado vivo, só com a cabeça para fora da terra e está tomando chute na cara de Moraes. Hoje foi mais um bico na boca”, afirmou Flávio.
Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, avaliou que o pai “não está em uma prisão domiciliar, mas está em um cativeiro”. O vereador Balneário Camboriú, Jair Renan Bolsonaro (PL), avaliou que a medida coloca o ex-presidente “praticamente em um solitária”.

Política
Política
Política
Política
Política