
Agentes foram à casa do ex-presidente por ordem do Supremo - (crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
A Procuradoria-Geral da República (PGR), defendeu, em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja mantido em prisão domiciliar humanitária. No entanto, o órgão entende que a "Carta aos Brasileiros", escrita por ele e divulgada pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro, violou medida cautelar e teve cunho eleitoral.
Apesar de pedir que o regime domiciliar seja mantido, a Procuradoria solicita que sejam adotadas outras medidas, como a restrição de visitas que podem "veicular interferência no momento eleitoral". A carta, lida na semana passada, levou a pedidos da oposição para que o ex-presidente seja enviado de volta para cumprir pena em regime fechado.
"Decerto que não se pode negar à carta de autoria do beneficiado, entregue pessoalmente ao seu filho, o intuito de vê-la divulgada a um público alargado. É essa a explicação para o ato que as circunstâncias – inclusive a do momento político-eleitoral – compelem", afirma a PGR.
O Ministério Público concordou com a decisão do ministro Alexandre de Moraes que suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao pai e destacou que ficou evidente que a carta foi entregue com a intenção de ser divulgada. "A carta, de autoria não disputada, teve o inequívoco intuito de alcançar e influenciar o público com interesse no processo eleitoral deste ano. O seu teor literal também o confirma. O autor se dirige “aos brasileiros” e designa Flávio Bolsonaro, como seu "porta-voz", declarando apoio expresso à pré-candidatura deste seu filho à Presidência da República", completa o texto.
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Por Renato Souza
postado em 17/07/2026 20:08
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