
A recente decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que proíbe que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba visitas por um mês, impede a visita programada do presidente argentino Javier Milei. O despacho foi publicado nesta sexta-feira (17/7).
A defesa de Bolsonaro solicitou que o encontro acontecesse na tarde de sábado (25), dia em que o Partido Liberal (PL) realizará a convenção partidária. Na semana passada, Milei havia dito à uma emissora argentina que a visita seria uma demonstração de apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência.
A comitiva argentina contava com a presença de Pablo Quirino, ministro das relações exteriores; Karina Milei, secretária-geral da Presidência e irmã do presidente; e o intérprete Enrique Luís de Boero.
As restrições foram impostas após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta do pai, condenado à 27 anos e 3 meses de prisão. Alexandre de Moraes aponta que o episódio foi um descumprimento das medidas cautelares que impedem o ex-presidente de utilizar redes sociais, mesmo que através de terceiros.
Enquanto as visitas a Bolsonaro estão suspensas durante 30 dias, o prazo é ainda maior para reuniões entre ele e Flávio. O senador carioca não poderá visitar o pai durante 90 dias. Outras visitas consideradas de cunho “político-eleitoral” também estão suspensas até o fim das Eleições 2026.
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