
O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou nesta quarta-feira (22/7) a campanha nacional "O Brasil Não Se Entrega", em resposta à entrada em vigor das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A iniciativa foi anunciada pelo secretário nacional de Comunicação da legenda, Éden Valadares, que classificou as medidas como resultado de uma articulação da família Bolsonaro e como um ataque à economia nacional.
Segundo o dirigente petista, a campanha busca promover uma ampla mobilização em defesa da soberania brasileira, dos empregos e do direito de o país definir os próprios rumos sem interferências externas.
"Estamos vivendo um momento em que a soberania do Brasil voltou ao centro do debate. Infelizmente, vemos ataques promovidos contra a nossa economia, mostrando que há quem coloque interesses políticos e pessoais acima do próprio país", afirmou Valadares.
De acordo com o secretário, o partido pretende intensificar, nas próximas semanas, ações de comunicação nas plataformas digitais e também promover mobilizações presenciais para dialogar com a população sobre os impactos das tarifas e a importância da defesa dos interesses nacionais.
Em defesa do Pix
A campanha deverá abordar temas como a proteção dos empregos, da indústria nacional e de setores considerados estratégicos pelo governo e pelo partido. Entre os pontos destacados estão a defesa do sistema de pagamentos instantâneos Pix e das riquezas minerais brasileiras, incluindo terras raras e outros recursos naturais.
Ainda segundo o PT, a iniciativa reforça o discurso de que o país deve manter autonomia em suas decisões econômicas e políticas. O partido também ressaltou o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na condução das relações internacionais e na defesa da soberania nacional.
A campanha será divulgada em todas as plataformas digitais da legenda, com a produção de vídeos, peças gráficas e materiais educativos. A mobilização também contará com a atuação de apoiadores organizados nas redes, por meio das iniciativas "Porta-Vozes do Lula" e "Pode Espalhar".
No anúncio, Éden Valadares afirmou que o Brasil "é dono do seu próprio destino" e defendeu que o país não aceite interferências externas na definição de seu futuro econômico e político. Segundo ele, a campanha pretende ampliar o debate público sobre soberania nacional em meio às tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Brasil
Política
Mariana Morais