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Caiado critica Lula após investigação da PF contra Lulinha: "O rei protege o príncipe"

Investigação apura se o filho do presidente utilizou influência política de forma indevida durante o processo de autorização para comercialização de produtos à base de cannabis medicinal no país

Segundo o ex-governador de Goiás, o episódio envolvendo Lula e Lulinha simboliza uma prática recorrente dos governos do PT -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Segundo o ex-governador de Goiás, o episódio envolvendo Lula e Lulinha simboliza uma prática recorrente dos governos do PT - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (31/7), após a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Polícia Federal investigue Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, por suspeitas de tráfico de influência e corrupção. Em publicação nas redes sociais, o ex-governador de Goiás acusou o petista de agir para proteger o filho e afirmou que o episódio simboliza uma prática recorrente dos governos do PT.

“Esse é o retrato da novela política chamada PT, em cartaz há décadas sempre com o mesmo enredo, sempre com os mesmos personagens. É uma monarquia disfarçada de República, onde o rei protege o príncipe”, escreveu Caiado nas redes sociais.

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A investigação foi autorizada na quinta-feira (30) pelo ministro André Mendonça, do STF, após pedido apresentado pela Polícia Federal. Os investigadores pretendem apurar se Lulinha utilizou influência política de forma indevida junto ao Ministério da Saúde durante o processo de autorização para comercialização de produtos à base de cannabis medicinal no país.

Caiado ampliou as críticas ao presidente e sugeriu que a declaração se aplica a qualquer governante que utilize o cargo para favorecer familiares.

“Estou falando de Lula e Lulinha, mas pode ser interpretado como outro pai que protege outro filho. Já passou da hora de acabar com essa farsa!”, afirmou, sem citar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu primogênito, Flávio.

A manifestação ocorre depois de Lula voltar a comentar publicamente como agiria caso um de seus filhos fosse alvo de investigação criminal. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o presidente afirmou ontem que não interferiria na atuação das autoridades.

“Se o meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa. É o certo. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas. Se ele estiver certo, ele vai ter ajuda minha”, declarou o chefe do Executivo.

O requerimento da PF foi protocolado em 24 de julho e distribuído ao ministro André Mendonça, que é relator do inquérito que investiga supostos desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), procedimento no qual o nome de Lulinha também foi citado.

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postado em 31/07/2026 11:34 / atualizado em 31/07/2026 11:51
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