O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, criticou neste sábado (11/7) a carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e divulgada pelo presidenciável do PL, o seu filho Flávio Bolsonaro. No comunicado, lido por Flávio em vídeo nas redes sociais, o ex-mandatário pede "união" dos militantes do partido em prol do nome de Flávio.
Para Valadares, esse endosso não responde a questionamentos sobre contratos entre os Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master, para o financiamento de um filme que conta a história do ex-presidente Jair.
"Apareceu carta de Rubio (secretário de Estado dos Estados Unidos) agradecendo a Flávio por oferecer participação na equipe de transição e o PIX de bandeja. Apareceu carta de Jair reclamando que os amiguinhos estão sendo injustos e pedindo para a turma aceitar seu filho. Só não apareceu o prometido contrato, suposto contrato, improvável contrato que tornaria a relação de Flávio com Vorcaro algo apenas comercial — e não essa irmandade que movimentou centenas de milhões de reais no maior escândalo da história do Brasil", ironizou o secretário do PT.
Cobradas por Éden Valadares, as informações sobre a relação entre Flávio e Vorcaro buscam explicações sobre o destino de recursos do Master que teriam sido encaminhados à produção do filme biográfico. Uma prestação de contas sobre o financiamento foi prometida pelo próprio Flávio Bolsonaro, em 19 de maio, após uma reportagem do The Intercept Brasil publicar que o presidenciável do PL teria pedido R$ 61 milhões ao então dono do Master.
Segundo a publicação, os R$ 61 milhões para a produção do filme Dark Horse foram passados entre fevereiro e maio de 2025. O dinheiro, ainda de acordo com a publicação, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos de um aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
