Eleições

Corrida ao Planalto começa com convenções e proteção da PF

Nessa etapa importante do calendário eleitoral — as candidaturas precisam ser confirmadas até 5 de agosto —, partidos e postulantes a cargos eletivos se apressam para consolidar as alianças e definir as chapas.

A temporada das convenções partidárias começou com o candidato à reeleição para a presidência da República mantendo um tom duro contra o provável adversário nas urnas em outubro. A corrida para ocupar o Palácio do Planalto a partir de 2027 também já tem o seu primeiro postulante confirmado. Nessa etapa importante do calendário eleitoral — as candidaturas precisam ser confirmadas até 5 de agosto —, partidos e postulantes a cargos eletivos se apressam para consolidar as alianças e definir as chapas. 

O deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) anunciou, nesta segunda-feira (20/7), em uma rede social a pré-candidatura ao governo de Minas Gerais. A decisão foi tomada depois de uma reunião com a direção do PT no estado e com deputados estaduais.

A candidatura ainda deverá ser oficializada na convenção do partido, no próximo dia 31. Patrus publicou um vídeo em que relembrava a carreira política como vereador e prefeito de Belo Horizonte. Durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e, no segundo governo da de Dilma Rousseff, foi ministro do Desenvolvimento Agrário.

"Quero seguir percorrendo nosso estado para ouvir cada região, dialogar com quem vive os problemas de perto e construir, junto com o nosso povo, um novo caminho. Chegou a hora de Minas Gerais voltar a sonhar", escreveu Ananias.

O parlamentar não foi a primeira escolha de Lula. O presidente da República tentou, por meses, convencer o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) a concorrer ao governo. No entanto, Pacheco anunciou em maio que iria encerrar a carreira política no fim do seu mandato no Senado, em dezembro deste ano.

Antes de Patrus, ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) também foi cotada para disputar o cargo, mas disse publicamente que manteria sua pré-candidatura ao Senado. 

A Polícia Federal (PF) deu início, ontem (20/7), à operação de segurança destinada aos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. O serviço será oferecido aos presidenciáveis que tiverem as candidaturas homologadas pelas convenções partidárias e fizerem solicitação formal à corporação. A estrutura contará com equipes especializadas em proteção de autoridades e poderá mobilizar até 458 policiais durante a campanha. 

No mesmo dia em que a operação entrou em vigor, o partido Missão antecipou sua convenção nacional e oficializou a candidatura do empresário e coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, ao Palácio do Planalto. Inicialmente prevista para 1º de agosto, a convenção foi adiantada após a legenda alegar aumento das ameaças contra o candidato. Com a homologação, Renan passa a ter direito de solicitar a escolta da Polícia Federal ao longo da disputa eleitoral. 

Segundo o presidenciável, a proteção deixou de ser apenas um suporte logístico e tornou-se necessária diante do cenário de riscos enfrentado durante a pré-campanha. Apesar da antecipação da convenção, o Missão informou que manterá para 1º de agosto o evento oficial de lançamento da campanha, quando pretende apresentar as diretrizes do programa de governo e reunir apoiadores. 

Além de Renan Santos, os governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) também manifestaram interesse em utilizar o esquema de proteção da PF. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, continuará sob segurança compartilhada entre a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), em razão das atribuições do cargo. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por outro lado, decidiu manter a escolta realizada pela Polícia Legislativa do Senado e não recorrerá ao serviço da corporação. 

A definição do nível de proteção será baseada em uma análise de risco elaborada pela Diretoria de Proteção à Pessoa da PF. As candidaturas são classificadas em quatro níveis — muito alto, alto, moderado e baixo — de acordo com critérios técnicos relacionados às ameaças identificadas. A corporação afirma, entretanto, que a prestação do serviço seguirá parâmetros padronizados, independentemente da classificação atribuída a cada candidato. 

Para atender à demanda da eleição presidencial, a Polícia Federal treinou mais de 600 servidores entre 2025 e 2026 e estima investir cerca de R$ 95 milhões na operação. Os recursos serão destinados à mobilização das equipes e à aquisição de equipamentos como veículos blindados, coletes balísticos, sistemas antidrones e kits antibombas. O monitoramento será centralizado na Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, que acompanhará em tempo real os deslocamentos dos candidatos em integração com as forças de segurança estaduais e municipais.

*Colaborou Maria Beatriz Giusti, estagiária sob a supervisão de Carlos Alexandre de Souza

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