
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) definiu, nesta segunda-feira (20/7), que apoiará a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao Palácio do Planalto, nas eleições de 2026. A confirmação ocorreu durante a convenção ocorrida na sede do partido, em Brasília, que contou com a presença de nomes importantes da sigla, como o presidente Carlos Lupi e a pré-candidata ao Senado por Pernambuco, Marília Arraes.
Em discurso durante o evento, Lula saiu em defesa da soberania nacional, criticou a atuação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos e desafiou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio: “Se (Rubio) quiser vir apoiar o meu adversário (Flávio Bolsonaro), que venha, que monte um comitê. Porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia nesse país”, disse o presidente.
Sem citar nominalmente os adversários e o presidente norte-americano, Donald Trump, Lula ainda destacou que há diversos “traidores da pátria” atualmente e que quer restabelecer a democracia “pré-golpe”, em referência ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. “Hoje nós temos, não um, nós temos vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para os EUA impor punição ao Brasil”, acrescentou, Lula.
Sobre o apoio do PDT, que é a primeira sigla a declarar apoio formal à candidatura à reeleição de Lula, o presidente da República disse estar feliz com a decisão e lembrou do adversário nas eleições de 1989, Leonel Brizola, antigo presidente do partido e falecido em 2004. Ele citou o político para defender que a política atual “apodreceu” e que o país tem “saudade da política na época do Brizola”.
“Mesmo quando eu e o Brizola brigávamos, a gente nunca deixou de ser amigo. Por mais que a gente tivesse divergência, a gente teve uma relação respeitosa. E hoje, passado tanto tempo, eu posso dizer para vocês, o nosso querido engenheiro Leonel de Moura faz falta na política brasileira no dia de hoje”, ressaltou, ainda, o chefe do Executivo e pré-candidato à reeleição.
Distrito Federal
A convenção ocorrida na sede do partido também serviu para definir candidaturas regionais do partido, como a da senadora Leila Barros (DF), que tentará a reeleição no próximo pleito, em outubro. A ex-presidente do partido e atual pré-candidata ao Senado em Pernambuco, Marília Arraes, disse que “Lula é Leila” e “Leila é Lula”, ao confirmar o apoio de Lula à candidatura da progressista à Casa Alta.
“Agora nós vamos viver um momento gravíssimo da nossa história, senadora Leila, que é ter a maioria no Senado Federal, garantir a governabilidade de Lula, garantir a soberania nacional que foi ameaçada desde sempre”, disse Arraes, sobre a tentativa do campo progressista de evitar o avanço da direita e extrema-direita no Congresso Nacional no próximo pleito.
Ainda há uma indefinição sobre o apoio do partido ao governo do Distrito Federal, já que o Lula defende a indicação de Leandro Grass (PT), mas há a possibilidade do partido defender a candidatura de Ricardo Cappelli (PSB), que foi ministro-Chefe interino do Gabinete de Segurança Institucional no governo Lula. A confirmação sobre o apoio deve ficar para a próxima convenção regional do PDT-DF.

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