ELEIÇÕES 2026

PF inicia operação para proteger presidenciáveis; Flávio nega escolta

Serviço será solicitado pelos candidatos homologados e envolverá até 458 agentes especializados em proteção de autoridades. Esquema de segurança começa nesta segunda-feira (20/7)

Planejamento prevê investimento estimado em R$ 95 milhões para garantir a proteção de até 10 candidaturas  -  (crédito: Policia Federal/Divulgação)
Planejamento prevê investimento estimado em R$ 95 milhões para garantir a proteção de até 10 candidaturas - (crédito: Policia Federal/Divulgação)

A Polícia Federal (PF) inicia nesta segunda-feira (20/7) a operação de segurança destinada aos candidatos à Presidência da República para as eleições de 2026. O serviço será disponibilizado aos postulantes que tiverem as candidaturas homologadas pelas convenções partidárias e solicitarem formalmente a proteção. A estrutura contará com equipes especializadas e será coordenada nacionalmente durante todo o período eleitoral.

Entre os pré-candidatos que confirmaram ao Correio interesse em utilizar o esquema da PF estão o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e Renan Santos, do Missão. As equipes responsáveis pela proteção serão formadas por delegados, agentes e escrivães treinados especificamente para atuar na segurança de autoridades e candidatos em campanha.

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Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que buscará a reeleição, a proteção continuará sendo compartilhada entre a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), em razão das atribuições ligadas ao cargo. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto, informou que optou por manter a escolta realizada pela Polícia Legislativa do Senado, abrindo mão da estrutura oferecida pela PF.

Para definir o nível de proteção de cada candidato, a corporação realizou uma análise de risco que classifica as candidaturas em quatro categorias: muito alto, alto, moderado e baixo. A avaliação considera critérios técnicos relacionados ao grau de ameaça, mas, segundo a Polícia Federal, o atendimento seguirá parâmetros uniformes para todos os concorrentes, independentemente da classificação atribuída.

A Diretoria de Proteção à Pessoa da PF informou que mais de 600 servidores receberam capacitação entre 2025 e 2026 para atuar na segurança das campanhas eleitorais. Desse contingente, até 458 policiais poderão ser mobilizados durante o processo eleitoral. O planejamento também prevê investimento estimado em R$ 95 milhões para garantir a proteção de até 10 candidaturas à Presidência.

Os recursos serão destinados à mobilização das equipes, aquisição e manutenção de equipamentos como veículos blindados, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas de combate a drones e kits antibombas. Toda a operação será monitorada pela Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, que acompanhará em tempo real os deslocamentos e agendas dos candidatos, em integração com forças de segurança estaduais e municipais para reduzir impactos sobre as atividades de campanha.

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postado em 20/07/2026 11:44
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