
Senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sondou na semana passada a deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) para compor sua vice. Segundo auxiliares da parlamentar, a ligação serviu para medir o termômetro e saber o quanto Clarissa estaria disposta.
Não é novidade que ela torce para a vitória do clã Bolsonaro. A diferença na busca de seu nome ocorre porque ela foi a deputada do campo da direita mais bem votada na região Nordeste, com um quórum de 240 mil eleitores.
Ainda que garanta a vaga de vice para o PP ou União Brasil, na avaliação de um cacique da sigla, a federação não deverá declarar apoio público à candidatura do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nas coxias, pesam tanto os envolvimentos do clã com escândalos recentes quanto com envolvimentos com o Banco Master.
A escolha do candidato a vice não é considerada um fator determinante para que o Centrão declare apoio a Flávio Bolsonaro.
De acordo com outra liderança da federação, o principal critério é a capacidade da candidatura de vencer a eleição. “O que pesa mais é o potencial de vitória do que a definição do vice”, afirmou uma liderança do PP.

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