Eleições 2026

Zema promete enfentar corrupção e endurecer combate ao crime

Oficializado como candidato do Novo à Presidência da República, ex-governador de Minas Gerais diz que pretende levar ao governo federal a experiência da gestão mineira

Oficializado nesta segunda-feira (27/7) como candidato do Novo à Presidência da República, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, apresentou o discurso que pretende levar à campanha eleitoral.

Diante de dirigentes e filiados do partido, em Brasília, afirmou que reúne credenciais construídas tanto na iniciativa privada quanto na administração pública. "Eu me considero com todas as credenciais, até mais do que os meus concorrentes", declarou ao defender sua trajetória.

Ao relembrar a carreira empresarial, Zema destacou que fundou uma empresa responsável por gerar mais de cinco mil empregos diretos antes de ingressar na política e afirmou conhecer a realidade dos empreendedores brasileiros.
"Passei minha vida no trecho. Sei o que é ralar, enfrentar a burocracia do Estado, pagar impostos no Brasil e enfrentar uma máquina que só cria dificuldades para quem quer empreender", disse. O candidato também ressaltou que abriu mão do salário de governador e de benefícios do cargo durante os sete anos e meio em que comandou Minas Gerais.
O ex-governador voltou a atribuir ao PT a crise fiscal enfrentada por Minas antes de sua gestão. Segundo ele, o estado vivia uma situação de desorganização financeira, com atrasos em repasses a municípios e dificuldades para quitar compromissos com servidores e aposentados.
Em contraposição, afirmou que deixou o governo sem escândalos de corrupção. "Fiz um governo péssimo em gerar notícias de corrupção, de escândalo e de fraude. Não teve", declarou.
Durante o discurso, Zema também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (TSF). O candidato afirmou que "ninguém aguenta mais quatro anos do PT", acusou o governo de não apresentar um projeto para o futuro e declarou que pretende enfrentar o que chamou de "farra dos intocáveis".
Ao mencionar uma ação movida pelo ministro Gilmar Mendes, afirmou: "Estou respondendo, com muito orgulho, a um processo do excelentíssimo senhor ministro Gilmar Mendes".

Presídio isolado na Amazônia

Na área da segurança pública, Zema defendeu mudanças na legislação penal, endurecimento das penas e a classificação de organizações criminosas como grupos terroristas.
O candidato também propôs a construção de um presídio de segurança máxima em uma região isolada da Amazônia para concentrar líderes de facções criminosas. "Vamos enquadrar todas as organizações e facções criminosas como terroristas e construir um superpresídio para onde todos esses líderes vão ser encaminhados e vão mofar por pelo menos 25 anos", afirmou.
Ao encerrar a fala, o candidato disse que pretende repetir, em nível nacional, medidas adotadas durante sua gestão em Minas Gerais para estimular investimentos privados e geração de empregos.
Segundo Zema, o estado atraiu mais de R$ 530 bilhões em investimentos e criou mais de um milhão de empregos formais durante seu governo. "O Brasil tem tudo para dar certo. Nós vamos transformar o país numa terra de oportunidades, com segurança e prosperidade para quem quer trabalhar e empreender", concluiu.

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