
"O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula e do PT", discursou Zema - (crédito: Divulgação/Equipe Zema)
Oficializado nesta segunda-feira (27/7) como candidato do Novo à Presidência da República, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema fez um discurso marcado por críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a convenção nacional da legenda, realizada em Brasília, o presidenciável afirmou que o país precisa de uma mudança de rumo e defendeu que sua candidatura representa uma alternativa ao atual cenário político.
Em sua fala, Zema declarou que "o Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula e do PT" e associou gestões petistas a escândalos de corrupção registrados nas últimas décadas. O candidato também mencionou investigações recentes envolvendo o governo federal para sustentar as críticas à administração atual.
Segundo o ex-governador, o governo federal estaria voltado apenas para a disputa eleitoral, sem apresentar propostas para o futuro do país. "No passado foi Mensalão, Petrolão, mala de dinheiro, Lava Jato e agora estamos com Banco Master, desconto dos velhinhos e um governo que não tem plano de futuro e só pensa em eleição", afirmou durante o evento.
Ao reforçar o tom oposicionista da campanha, Zema disse que pretende construir sua candidatura em contraposição ao Partido dos Trabalhadores. Para o candidato, iniciativas que produzem resultados positivos acabam encontrando resistência da legenda.
"Tudo o que dá certo neste país parece que o PT não gosta. A minha bandeira é estar contra o PT", declarou aos convencionais.
Agenda liberal
A convenção também consolidou o discurso do Novo de apresentar Zema como principal representante de uma agenda liberal para a eleição presidencial. A legenda aposta na experiência administrativa do ex-governador de Minas Gerais para ampliar sua presença nacional e atrair eleitores de centro e da direita que buscam uma alternativa fora da polarização tradicional.
Embora tenha confirmado a candidatura ao Palácio do Planalto, o Novo ainda não anunciou quem ocupará a vaga de vice na chapa. A definição permanece em aberto enquanto o partido mantém conversas com outras siglas na tentativa de ampliar sua aliança para a disputa eleitoral.
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Por Alícia Bernardes
postado em 27/07/2026 13:42

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