O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que um eventual governo sob seu comando priorizará o equilíbrio fiscal, investimentos em prevenção de desastres climáticos e o endurecimento das políticas de combate à violência contra a mulher.
As declarações foram dadas após reunião com representantes da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional de Jornais (ANJ), em Brasília.
Na área econômica, Caiado voltou a criticar a condução fiscal do governo federal e afirmou que pretende revisar integralmente as contas públicas caso seja eleito.
Segundo ele, o país convive com um "orçamento fictício" e com o uso inadequado de créditos extraordinários para despesas que, em sua avaliação, não atendem às hipóteses previstas na Constituição. "Vou apresentar ao país um orçamento real, mostrando a verdadeira situação das contas públicas", afirmou.
Questionado sobre políticas para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, o governador disse que pretende fortalecer a Defesa Civil e ampliar o uso de tecnologias para monitoramento de eventos extremos.
Entre as medidas citadas estão a contratação de sistemas avançados de satélites para antecipar fenômenos climáticos e a integração entre órgãos públicos para respostas mais rápidas em situações de emergência.
Segundo Caiado, experiências como as enchentes no Rio Grande do Sul e os temporais registrados em cidades do interior paulista demonstram a necessidade de planejamento permanente. O candidato também citou o Japão como exemplo de preparação para desastres naturais, destacando investimentos em prevenção, infraestrutura e capacidade de resposta.
Segurança
Na área da segurança pública, o candidato reiterou que pretende ampliar o combate ao feminicídio. Entre as propostas apresentadas está o confisco dos bens do agressor condenado, com transferência do patrimônio para a vítima ou seus familiares.
Também defendeu o fortalecimento das medidas protetivas, o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores, a ampliação do botão do pânico e canais de atendimento direto às forças de segurança.
Ao final da entrevista, Caiado voltou a defender uma política externa baseada no diálogo e criticou o que classificou como politização das relações internacionais.
Para ele, o Brasil deve priorizar negociações diplomáticas e explorar seu potencial em áreas como energia renovável, agricultura e minerais estratégicos, sem transformar disputas internacionais em pauta central da campanha presidencial.
