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Caiado defende marco regulatório para IA e critica proposta do governo

Após reunião com representantes da Abert e da ANJ, pré-candidato ao Planalto afirma que o Brasil precisa responsabilizar quem fizer uso indevido da tecnologia

Questionado sobre a regulamentação das big techs, o ex-governador afirmou ser preciso responsabilizar quem utiliza a tecnologia de forma ilícita, e não limitar as ferramentas -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Questionado sobre a regulamentação das big techs, o ex-governador afirmou ser preciso responsabilizar quem utiliza a tecnologia de forma ilícita, e não limitar as ferramentas - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (União Brasil) defendeu, nesta quarta-feira (29/7), um marco regulatório para a inteligência artificial (IA) que incentive a inovação e evite, segundo ele, entraves ao desenvolvimento tecnológico do país. Após reunião com dirigentes da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional de Jornais (ANJ), o ex-governador de Goiás afirmou que o Brasil corre o risco de perder investimentos caso adote uma legislação considerada "retrógrada".

Durante a conversa com jornalistas, Caiado explicou que o encontro serviu para discutir os impactos da inteligência artificial sobre o setor de comunicação e os desafios relacionados ao avanço das fake news. Segundo ele, a credibilidade da imprensa tradicional permanece essencial para o combate à desinformação. "As pessoas recorrem ao rádio e à televisão para verificar se aquilo que circula nas plataformas digitais é verdadeiro", apontou.

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Questionado sobre a regulamentação das big techs, o ex-governador afirmou que o foco deve estar na responsabilização de quem utiliza a tecnologia de forma ilícita, e não na limitação das ferramentas. Para o candidato ao Planalto, o país deve garantir a proteção aos direitos autorais sem impedir o desenvolvimento de novas aplicações de inteligência artificial. "Você criminaliza quem faz o mau uso da plataforma, não a capacidade criativa das pessoas", declarou.

Caiado também criticou o projeto de regulamentação da inteligência artificial em discussão no Congresso, afirmando que a proposta se inspira em um modelo europeu que, segundo ele, já vem sendo revisto. Na avaliação do presidenciável, o excesso de restrições pode afastar empresas interessadas em instalar data centers no Brasil e reduzir a competitividade nacional na corrida tecnológica.

Como exemplo, destacou a experiência de Goiás, que já possui um marco regulatório estadual para IA. Segundo ele, o estado abriga o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia), desenvolvido em parceria com universidades e empresas privadas. Caiado citou ainda a colaboração com a fabricante de chips Nvidia e afirmou que soluções desenvolvidas no centro goiano já são utilizadas por empresas como Itaú, iFood e Natura.

Apesar das críticas ao modelo de regulamentação defendido pelo governo federal, Ronaldo Caiado prometeu que um eventual governo sob seu comando respeitaria integralmente os direitos autorais de jornalistas, artistas e produtores de conteúdo. Para ele, a legislação deve proteger a propriedade intelectual sem impedir o avanço tecnológico. "O Brasil não pode perder essa oportunidade por causa de uma legislação que inviabilize a inovação", concluiu.

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postado em 29/07/2026 11:47
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