Eleições 2026

Flávio confirma Tereza Cristina como vice, mesmo sem aval do Progressistas

A declaração do senador foi dada momentos antes de entrar em um café realizado pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), a vereadores. Decisão do PP de manter neutralidade adia oficialização da aliança

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) aceitou o convite para compor como candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. A confirmação foi feita pelo próprio parlamentar nesta sexta-feira (31/7). No entanto, o Progressistas (PP) decidiu manter neutralidade na eleição presidencial, o que impede, por enquanto, a oficialização da chapa. O movimento foi antecipado pelo Correio nessa quinta-feira (30)

Segundo Flávio, o convite já foi apresentado e recebeu resposta positiva da ex-ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro. O senador afirmou que as conversas seguem em andamento entre as legendas para consolidar a aliança eleitoral.

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"[Tereza] é um quadro excepcional. [...] foi ministra do presidente Bolsonaro, uma referência em várias áreas, em especial no agro, respeitadíssima dentro da política, dentro do país e fora do país. Então o convite foi feito, ela aceitou e agora estamos nas conversas para saber se o partido vai avançar ou não", declarou.

Em nota divulgada nesta sexta, no entanto, o partido confirmou que não apoiará nenhuma candidatura à Presidência. "O PP fez consulta aos seus diretórios estaduais e, por maioria, decidiu permanecer na neutralidade no processo eleitoral, reiterando a posição de não convocar Convenção Nacional", informou a legenda.

A fala encerra semanas de especulações sobre quem ocuparia a vaga de vice na chapa do PL. Nos bastidores, o nome de Tereza Cristina vinha sendo tratado como prioridade por aliados de Flávio, por reunir bom trânsito no agronegócio, experiência no Executivo federal e capacidade de diálogo com setores do centro político.

A oficialização da chapa ainda dependerá das deliberações internas das duas siglas e das convenções partidárias previstas no calendário eleitoral. Ao Correio, caciques da federação União Progressista sinalizaram que mesmo que Tereza vá ao palanque de Flávio, o grupo permanecerá com posição neutra nacionalmente. 

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