
O ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) registrou na noite deste sábado (15/8) candidatura a deputado federal por Roraima após decisões provisórias do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que suspenderam os efeitos de uma condenação que poderia torná-lo inelegível. O pedido de registro, no entanto, ainda aparece no sistema do Tribunal Superior Eleitoral como “aguardando julgamento”.
A movimentação ocorreu no mesmo dia em que o empresário Pablo Marçal registrou candidatura à Presidência pelo PRTB, também após obter uma decisão provisória favorável na Justiça. Nos dois casos, decisões judiciais tomadas às vésperas do fim do prazo de registro permitiram que os políticos formalizassem as candidaturas, mas os pedidos ainda serão analisados pela Justiça Eleitoral.
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Condenação por corrupção e lavagem de dinheiro
Jucá foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) a 9 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sentença apontou o recebimento de R$ 150 mil em propina da Odebrecht, em 2014.
Segundo a acusação, o valor teria sido destinado a uma doação eleitoral para o então PMDB de Roraima, ligada à campanha de Rodrigo Jucá, filho do ex-senador, que concorria ao cargo de vice-governador do estado.
O ex-senador que é natural de Recife, construiu a carreira política em Roraima. Em 1986, assumiu a presidência da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Dois anos depois, foi nomeado pelo então presidente José Sarney para governar Roraima, que havia acabado de se tornar estado após a Constituição de 1988.
Jucá foi eleito senador por Roraima pela primeira vez em 1994 e depois reeleito em 2002 e 2010. Ao longo da trajetória no Congresso, também ocupou a liderança do governo no Senado durante as gestões de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele deixou o Senado após ser derrotado nas eleições de 2022.
Patrimônio declarado
Na declaração apresentada à Justiça Eleitoral, Jucá informou patrimônio total de R$192.735,91.
O maior valor declarado, de R$ 99,8 mil, corresponde à participação de 100% na empresa RJF, uma Consultoria Empresarial e Política Eireli.
O ex-senador também declarou R$ 70 mil em dinheiro em espécie. Entre os demais bens estão R$13.837,12 referentes ao saldo de uma conta de investimento no BTG, R$6.902,23 mantidos em conta corrente no banco e R$ 2.196,56 em uma conta corrente no Banco do Brasil.

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