ELEIÇÕES 2026

Autoridades e políticos criticam campanha agressiva em Pernambuco

Denúncias de uma rede de difamação digital contra o candidato João Campos (PSB) e a circulação de cartazes apócrifos com ofensas à governadora Raquel Lyra (PSD) levaram os principais grupos políticos do Estado a defender a apuração dos casos e a punição dos responsáveis

Ataques contra João Campos e Raquel Lyra provocam reação de adversários e aliados; casos são levados às autoridades e ampliam preocupação com violência política

 -  (crédito: Facebook/Reprodução/Redes sociais)
Ataques contra João Campos e Raquel Lyra provocam reação de adversários e aliados; casos são levados às autoridades e ampliam preocupação com violência política - (crédito: Facebook/Reprodução/Redes sociais)

A escalada de ataques pessoais na campanha eleitoral de 2026 em Pernambuco provocou reação de políticos e autoridades nos últimos dias. Denúncias de uma rede de difamação digital contra o candidato João Campos (PSB) e a circulação de cartazes apócrifos com ofensas à governadora Raquel Lyra (PSD) levaram os principais grupos políticos do Estado a defender a apuração dos casos e a punição dos responsáveis.

A tensão aumentou neste domingo (30/8), quando cartazes anônimos foram encontrados em muros do Bairro do Recife com acusações relacionadas à morte de Fernando Lucena, marido de Raquel Lyra, ocorrida durante o primeiro turno das eleições de 2022. As peças associavam a governadora à morte do marido e faziam comparações ofensivas.

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Raquel acionou as polícias Federal e Civil e afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que os ataques ultrapassaram os limites da disputa eleitoral. A coligação Pernambuco de Coração, formada por PSD, Federação União Progressista (União Brasil/PP), Podemos, Avante e Federação PSDB/Cidadania, também informou que levará o caso ao Ministério Público Eleitoral.

Os ataques foram repudiados inclusive por adversários da governadora. João Campos classificou os cartazes como “um completo absurdo” e disse que não admite ataques contra nenhuma família. O candidato afirmou ainda ter acionado a Justiça para identificar os responsáveis e disse que adotará medidas criminais contra eventuais tentativas de vincular sua campanha ao episódio. O candidato do PSOL ao governo, Ivan Moraes também condenou os cartazes e cobrou a identificação e responsabilização dos autores.

Os ataques dirigidos à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, provocaram manifestações de solidariedade de lideranças políticas femininas de Brasília. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, se solidarizou com Lyra e afirmou que também enfrenta episódios semelhantes em sua gestão. “Sigo aqui torcendo por você e desejando que você atravesse tudo isso com serenidade, força e fé”, afirmou Celina.

A senadora Damares Alves também se manifestou. “O ataque a nós mulheres é sempre na honra, na moral, ataque às nossas famílias”, disse a parlamentar. Para a senadora, a reação dos adversários estaria relacionada à projeção política de Lyra. “A sua força é que está incomodando. A sua liderança é que desperta tanta ira nos adversários.”

A denúncia envolvendo João Campos ganhou força após a exoneração, na quarta-feira (26/8), de Amisadai Andrade da Silva do cargo de superintendente de operações da Arena Pernambuco. Reportagem da TV Record apontou o servidor como integrante de um grupo denominado “Gabinete do Ódio”, que produziria e distribuiria nas redes sociais conteúdos contra o candidato para favorecer Raquel Lyra.

Também há suspeitas, segundo a denúncia, de que recursos públicos teriam sido utilizados para financiar a estrutura por meio de contratos com agências de publicidade. As acusações ainda precisam ser apuradas pelas autoridades.

O episódio repercutiu em Brasília. O vice-presidente Geraldo Alckmin manifestou solidariedade a João Campos e defendeu uma campanha sem ataques pessoais. “João Campos, você tem o meu apoio e a minha solidariedade contra essa rede de ódio revelada pela imprensa nacional”, afirmou.

O senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, também criticou as ofensas. O parlamentar afirmou que a campanha não pode substituir o debate de propostas por “mentiras e ataques anônimos à honra”. Para o petista, os responsáveis devem ser identificados e punidos para garantir uma disputa dentro das regras democráticas.

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postado em 30/08/2026 22:19 / atualizado em 30/08/2026 23:47
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