
O juiz federal norte-americano Gregory A. Presnell afirmou que o registro de imigração utilizado para apontar uma suposta entrada de Filipe Martins nos Estados Unidos em dezembro de 2022 era falso. A informação consta da transcrição oficial de uma audiência realizada em março, em processo movido pelo ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro contra autoridades dos EUA.
Durante a audiência, Presnell afirmou que o governo norte-americano reconhece que o registro estava incorreto e classificou o episódio como grave. O magistrado também cobrou documentos e informações que permitam esclarecer como o dado foi inserido no sistema da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e quem foi responsável pelo lançamento. A decisão sobre o pedido para encerrar o processo, porém, foi adiada.
“'Houve um registro falso nos arquivos da Patrulha de Fronteira que prejudicou consideravelmente uma pessoa. O governo reconhece a falsidade e a gravidade disso", declarou o juiz.
O registro teve peso na prisão preventiva de Martins em fevereiro de 2024, durante a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado. A informação indicava que ele teria entrado nos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022, mesmo dia em que Bolsonaro viajou para a Flórida. Como não havia registro da saída de Martins do Brasil, a suspeita foi considerada um indício de que ele teria deixado o país de forma irregular e poderia voltar a fugir. Posteriormente, o próprio governo norte-americano contestou a informação.
A ação de Martins tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Médio da Flórida e foi apresentada em janeiro de 2025 com base na Lei de Liberdade de Informação norte-americana, conhecida como Foia.

Política
Política
Política
Política
Política
Política