Investigação

Presidente do PCO é alvo da PF por desvio de recursos eleitorais

Rui Costa Pimenta, candidato ao Planalto, foi alvo alvo de mandado de busca e apreensão e de um pedido de afastamento do cargo por suspeita de desvios de fundos partidário e eleitoral

A Polícia Federal (PF) investiga desvios em recursos eleitorais do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A ação, deflagrada nesta terça-feira (11/8) pela corporação, mira o presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, candidato à Presidência da República.

Rui foi lançado como candidato neste final de semana, em convenção do partido. Ele é alvo de mandado de busca e apreensão e de um pedido de afastamento do cargo. As diligências apontam que os recursos públicos teriam sido repassados para pessoas físicas e empresas que não têm capacidade de prestar o serviço contratado.
As suspeitas tiveram início após a prestação de contas enviadas à Justiça Eleitoral e também com relatório de movimentação financeira apontarem grande transferência de recursos. Além das buscas, a Justiça Eleitoral também autorizou o bloqueio de contas e a apreensão de bens.

"Circo"

Em nota, o PCO negou as irregularidades, afirmou que os serviços foram de fato prestados e chamou a operação de "circo, digno de palhaços".
"O grande capital e o imperialismo fizeram da República um verdadeiro bordel, comprando parlamentares, juízes, promotores e burocratas para fazer o que bem entendem e sem nem esconder. Essa corja, desprovida de qualquer autoridade moral e política, quer acusar aqueles que sempre lutaram pelos direitos do povo de corrupção. É o cúmulo da hipocrisia", afirmou a sigla, em nota.

O PCO também afirmou que não foram encontradas joias ou bens de alto valor na casa de Rui Pimenta e diz que o dirigente mora em uma casa "alugada a dez minutos da favela de Alba (São Paulo)". "A operação acontece meros três dias após o lançamento público da candidatura presidencial do partido, tendo Rui como candidato, mostrando que o problema não é a impressão dos (poucos) panfletos do PCO, mas calar quem se opõe à pilhagem do Estado, da nação e da classe trabalhadora", completa o texto.

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