CINEMA

Honestino: filme sobre líder da UNE tem pré-estreia com Lula

Estrelado por Bruno Gagliasso, longa resgata a memória de um dos símbolos da resistência estudantil à ditadura militar e emociona gerações

Lula, Janja, equipe e familiares de Honestino na pré-estreia do filme sobre o líder estudantil desaparecido -  (crédito: Divulgação)
Lula, Janja, equipe e familiares de Honestino na pré-estreia do filme sobre o líder estudantil desaparecido - (crédito: Divulgação)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja da Silva participaram de uma pré-estreia do filme Honestino nesta segunda-feira (11/8), no Cine Alvorada. O evento reuniu dirigentes da União Nacional dos Estudantes (UNE), a equipe do longa e familiares de Honestino Guimarães.

A sessão especial antecede a chegada do filme aos cinemas de todo o Brasil neste fim de semana. Estrelado por Bruno Gagliasso e dirigido por Aurélio Michiles, Honestino mistura documentário e ficção para contar a história do líder estudantil.

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Honestino Guimarães foi presidente da UNE, aluno da Universidade de Brasília (UnB) e uma figura central da geração de 1968. Preso cinco vezes por sua militância, ele foi sequestrado pela ditadura em 1973, aos 26 anos, e seus restos mortais nunca foram localizados, tornando-se um dos desaparecidos políticos do regime militar.

A narrativa utiliza cartas, poemas e imagens de arquivo do próprio Honestino, além de depoimentos de familiares, amigos e companheiros de militância. Entre os entrevistados estão Almino Afonso, Jorge Bodanzky e Franklin Martins. As cenas dramatizadas são interpretadas por Bruno Gagliasso.

Antes de sua estreia comercial, Honestino foi exibido no Festival do Rio, onde ganhou o Troféu Redentor de Melhor Montagem, e também na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Para Bianca Borges, presidente da UNE, o lançamento resgata um símbolo histórico da entidade. “A UNE nasceu na era Vargas e chegou à maioridade na luta contra a ditadura militar. Honestino representa coragem para enfrentar o autoritarismo e recusa ao silêncio”, disse. Segundo ela, “a memória é uma arma política” contra tentativas de apagar esse período da história.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 11/08/2026 13:11 / atualizado em 11/08/2026 13:11
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