
Na sabatina do Correio com os candidatos ao Palácio do Buriti, realizada nesta terça-feira (11/8), Expedito Mendonça (PCO) defendeu que a solução para os problemas do Distrito Federal passa pela estatização de setores estratégicos e pela mobilização popular para romper o que ele classifica como “limitação da institucionalidade”. Ele argumentou que o estrangulamento dos cofres públicos decorre do repasse de recursos ao setor financeiro e defendeu o não pagamento dos juros para priorizar o custeio social.
"Você tem uma deformação hoje no orçamento público nacional, por exemplo, em que 50% estão destinados para os banqueiros, para os juros que são pagos. A primeira coisa que a gente deveria adotar aqui seria o seguinte: o desconhecimento da dívida pública impagável no país", disse o candidato.
O candidato afirmou que o modelo de gestão atual, focado no lucro da iniciativa privada, é incapaz de oferecer serviços de qualidade em áreas essenciais. Para ele, a “caneta” do governador tem limites legais, mas deve ser usada para estimular a participação direta da população nas decisões orçamentárias e administrativas. Mendonça ressaltou que parcerias privadas e fundações estatais falharam na saúde, defendendo a entrega do controle direto dos hospitais aos próprios pacientes e profissionais da área.
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Ao analisar os limites institucionais e orçamentários do Estado, Mendonça argumentou que o sistema eleitoral e as casas legislativas atuam como obstáculos a transformações profundas por representarem os interesses de financiadores de campanha, e não os dos trabalhadores. O postulante também contestou o modelo político das administrações regionais do DF e defendeu o fim da indicação de gestores por parte do Poder Executivo.
"Você tem, primeiramente, administradores biônicos, que é uma coisa meio inconcebível. Você teria que organizar uma forma de ter sob controle da população os administradores regionais. Tem que acabar com esse negócio de indicação de administradores regionais e ver uma forma de escolha através do voto popular", afirmou o postulante do PCO.
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O postulante também criticou a centralização das finanças públicas sob o comando de uma tecnocracia e sem gestão democrática. Ao relembrar que experiências anteriores de orçamento participativo se limitavam a apenas 5% do total executado, ele considerou a parcela insuficiente para um efetivo controle popular. Mendonça complementou indicando a necessidade de fortalecer o pequeno produtor rural da região para baratear os alimentos e gerar renda no campo.

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