STF

Após operação da PF, Dino diz que 'suportou calado agressões e injustiças'

Nesta semana, Moraes determinou buscas contra fonte de jornalista acusado de perseguir Dino e seus familiares

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmou, nesta quinta-feira (13/8), que vem “suportando calado agressões e injustiças” e “assistindo a distorções monumentais” após desdobramentos do caso do jornalista acusado de o perseguir.

Na terça-feira (11), o ministro Alexandre de Moraes determinou busca e apreensão contra o ex-secretário de Estado do Maranhão Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo Almeida, acusado de perseguir o ministro do STF Flávio Dino e seus familiares.

Nas redes sociais, Flávio Dino respondeu ao acontecimento dizendo que, por ser magistrado, não pode participar de debates públicos “apaixonados” e se pronunciar com tanta frequência, mas que “acompanha perplexo a exposição de interpretações absurdas”.

O ministro ainda afirmou que sua biografia e atuação profissional são suas maiores defesas. “De todo modo, a minha biografia e a minha atuação profissional, em 37 anos de serviço público, são a minha maior defesa”, pontuou.

Relembre o caso

Em novembro, o jornalista Luís Pablo Almeida publicou reportagens em que acusa Dino e família de suposto uso irregular de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). Na elaboração das publicações, o jornalista teria sido assessorado por um advogado, também alvo de buscas na terça-feira.

O ministro Alexandre de Moraes autorizou busca e apreensão contra o ex-secretário de Segurança do Maranhão Raimundo Cutrim. Ele é apontado como fonte de Almeida, acusado de perseguir o ministro Flávio Dino.

As medidas foram solicitadas pela Polícia Federal e tiveram aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). A investigação tramita sob sigilo. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, computadores e telefones celulares.

 

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