VAI E VEM

Flávio diz ter sido vítima de filiações fraudulentas a partidos

Candidato afirma que foi filiado ilegalmente a outro partido e relata ter recebido cobrança por Pix. Missão diz que houve tentativa fraudulenta de filiação

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, durante uma live nesta quinta-feira (13/8), que teve seu nome utilizado de forma fraudulenta em tentativas de filiação partidária.

Segundo o filho '01' do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ele foi incluído ilegalmente nos registros de outra legenda e chegou a receber mensagens cobrando um pagamento via Pix para concluir uma suposta filiação.

“Me filiaram ilegalmente a um outro partido”, disse Flávio. O senador negou também ter participado de qualquer tentativa de adesão à legenda. “Houve mais outra mentira dizendo que eu próprio teria tentado me filiar. Mentira, obviamente”, afirmou.

De acordo com o parlamentar, alguns e-mails automáticos relacionados à suposta filiação chegaram à sua conta institucional no Senado. Como recebia centenas de mensagens diariamente, a assessoria teria interpretado os avisos como spam.

O primogênito de Jair afirmou ainda que uma das mensagens recebidas solicitava a conclusão de um pagamento para efetivar a filiação. “Um dos spams que eu recebi no meu e-mail do Senado é reclamando que não recebeu meu pagamento em 10 dias. São centenas de e-mails por dia. Além de fraudarem minha filiação, ainda estavam cobrando”, relatou.

O senador também disse ter tomado conhecimento de uma tentativa de filiação ao PT. A possibilidade, segundo ele, provocou reação imediata. “Tentaram me filiar ao PT. Aí eu me senti ofendido. Eu não faço parte dessa organização criminosa de jeito nenhum”, declarou.

O episódio envolve ainda o partido Missão, legenda ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL). Em nota, a sigla afirmou que “foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro”. Segundo o partido, a legenda tentou cancelar a filiação no mesmo dia, mas o pedido foi rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Divergências

O caso ocorre em meio à disputa política para as eleições de 2026 e à movimentação dos partidos para consolidar seus quadros e candidaturas. A filiação partidária é requisito para a candidatura a cargos eletivos no país e precisa estar regularizada dentro dos prazos estabelecidos pela legislação eleitoral.

As versões apresentadas por Flávio Bolsonaro e pelo Missão, portanto, divergem sobre a origem da tentativa de filiação. Enquanto o senador sustenta ter sido alvo de uma ação fraudulenta, o partido afirma que foi vítima de uma tentativa de filiação atribuída ao próprio parlamentar. Até o momento, as declarações públicas apresentadas pelas partes não esclarecem quem teria realizado a operação.

"O Partido Missão reafirma que não compactua com filiações de natureza fraudulenta e repudia veementemente episódios dessa natureza", diz o comunicado, que também afirma que a legenda está à disposição das autoridades para colaborar com a apuração do caso.

 

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