REDES SOCIAIS

Após busca contra fonte, Flávio Bolsonaro volta a criticar Moraes

O presidenciável afirmou que a medida ultrapassa o caso concreto e pode criar um precedente para atingir o sigilo de fontes jornalísticas

Segundo Flávio, Moraes não teria apenas autorizado a quebra do sigilo de um jornalista, mas permitido a quebra do sigilo de fontes de jornalistas em geral -  (crédito:  Jefferson Rudy/Agencia Senado)
Segundo Flávio, Moraes não teria apenas autorizado a quebra do sigilo de um jornalista, mas permitido a quebra do sigilo de fontes de jornalistas em geral - (crédito: Jefferson Rudy/Agencia Senado)

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), voltou a criticar nesta quarta-feira (12/8) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário de Segurança do Maranhão Raimundo Cutrim.

Em publicação nas redes sociais, o senador afirmou que a medida ultrapassa o caso concreto e pode criar um precedente para atingir o sigilo de fontes jornalísticas. Segundo Flávio, Moraes não teria apenas autorizado a quebra do sigilo de um jornalista, mas permitido a quebra do sigilo de fontes de jornalistas em geral. “Decisão judicial não morre no caso concreto. Vira precedente”, escreveu.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

O senador também classificou a decisão como um “cheque em branco para matar o jornalismo e a liberdade de imprensa no Brasil”. A manifestação foi compartilhada após comentários de outros jornalistas sobre os possíveis impactos da decisão para o sigilo das fontes.

Busca e apreensão

Raimundo Cutrim foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta terça-feira, por determinação de Moraes. A investigação tramita sob sigilo e foi confirmada pelo advogado do ex-secretário e pelo STF. De acordo com a assessoria da Corte, as medidas foram solicitadas pela Polícia Federal e tiveram aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O caso envolve ainda o jornalista Luís Pablo Almeida, que já havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal em março de 2026, também por ordem de Moraes. Na ocasião, a investigação ocorreu após a publicação de reportagens sobre o uso de veículos oficiais no Maranhão.

A PGR deu parecer favorável à atuação da Polícia Federal nas apurações. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, computadores e telefones celulares. Moraes também autorizou o recolhimento dos dispositivos.

Antes das declarações sobre a decisão do STF, Flávio Bolsonaro ofereceu carne de churrasco e refrigerante aos jornalistas que acompanhavam a coletiva. O senador também fez referência à promessa de picanha feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Já que ele não trouxe picanha, eu trouxe”, brincou.

  • Google Discover Icon
postado em 12/08/2026 16:41 / atualizado em 12/08/2026 16:43
x