O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, voltou a direcionar sua campanha às forças de segurança do estado. O gesto ocorreu durante uma caminhada em Heliópolis, na periferia da capital paulista.
O petista prometeu ampliar o uso de tecnologia pelas corporações e defender a valorização salarial dos policiais, medidas que, segundo ele, não foram adotadas pelo atual governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
Durante a caminhada, Haddad afirmou que existe uma defasagem tecnológica nas forças de segurança e prometeu investir na modernização das estruturas policiais.
"Está acontecendo uma defasagem tecnológica muito grande. Então, eu quero falar para o policial militar que está me ouvindo, para o policial civil e o delegado de polícia, que vamos valorizar e equipar vocês com a última palavra em tecnologia. Isso vai, inclusive, cortar custos, porque gastamos muito dinheiro com retrabalho e não fazemos o trabalho de inteligência", sublinhou Haddad.
A declaração ocorreu após o candidato ser questionado sobre episódios de violência policial em comunidades de regiões mais pobres. Em resposta, Haddad citou a experiência de seu governo à frente da Prefeitura de São Paulo, entre 2013 e 2016, quando foi implementado um programa de iluminação pública com lâmpadas de LED. Ele também voltou a defender o uso de câmeras corporais pelos agentes.
"Você citou a violência policial. Eu penso que é uma minoria de policiais. A corporação vai responder ao que se precisar", disse.
Na segunda-feira (17), Haddad já havia buscado se apresentar como aliado das forças de segurança durante uma caminhada com mulheres no centro de São Paulo. Do alto de um carro de som estacionado em frente ao Theatro Municipal, afirmou que, se eleito, irá “valorizar a nossa Polícia Militar, a nossa Polícia Civil”.
Investigação
Nos últimos dias, Haddad passou a questionar a atuação da gestão Tarcísio na segurança pública. O candidato também colocou em dúvida os números divulgados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública e deu visibilidade ao relato do motorista Alessandro Caseri, que afirmou ter sido seguido de maneira “um pouco ostensiva” por uma viatura da Polícia Militar, em uma possível tentativa de intimidação.
A Polícia Civil apura o episódio e identificou contradições nas informações apresentadas. O Ministério Público Federal (MPF) também abriu um inquérito após solicitação da coligação petista.
