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Justiça determina que Peninha apague vídeo que associa Renan Santos a drogras

Tribunal concede prazo de 5 dias para remoção do conteúdo, sob pena de multa diária de R$ 1 mil por descumprimento

A Justiça de São Paulo determinou, nesta sexta-feira (28/8), que o escritor Eduardo Bueno, também conhecido como Peninha, retire do YouTube um vídeo em que associa o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) ao uso de drogas. 

A 17° Vara Cívil do Foro Central Cível concedeu o prazo de cinco dias a Peninha e ao Google para que a remoção de conteúdo seja efetivada, estando sujeitos à pena de multa diária de R$ 1 mil, limitada ao montante de R$ 30 mil, em caso de descumprimento. 

A juíza Renata Martins de Carvalho atendeu a um pedido de tutela de urgência apresentado por Renan Santos. “Verifica-se que o conteúdo impugnado veicula declarações que, em tese, associam a pessoa do autor a fatos e expressões de caráter depreciativo, com potencial de atingir sua honra e imagem, com evidente risco de dano”, avaliou na decisão.

Em nota à imprensa, a campanha do presidenciável afirmou que “críticas políticas fazem parte do debate público”, mas pontuou que “acusações criminosas e incitação à violência ultrapassam qualquer limite razoável da liberdade de expressão”.

O vídeo foi publicado em 5 de agosto de 2026 com o título "O candidato que virou pó" e uma imagem de Renan Santos. O candidato apresentou o pedido de tutela argumentando que o conteúdo buscava o relacionar ao uso de entorpecentes como cocaína e à prática de condutas ilícitas, além de proferir ofensas pessoais e declarações que “reputa incompatíveis com os limites da liberdade de expressão”.

Na publicação, Peninha menciona Renan “com referência a ser usuário de entorpecente e fazez sexo com travestis” e “com palavras ofensivas” explica a juíza na decisão. Ela cita ainda o perigo de dano já que o vídeo continua disponível e com ampla visualização. 

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