Eleições 2026

Segurança das urnas: TSE assina e lacra sistemas que serão usados em outubro

Cerimônia marca etapa decisiva de segurança e fiscalização a 30 dias do primeiro turno

A cerimônia foi acompanhada por representantes das instituições autorizadas a fiscalizar o processo eleitoral, como o MP, a OAB, a PF e a CGU -  (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)
A cerimônia foi acompanhada por representantes das instituições autorizadas a fiscalizar o processo eleitoral, como o MP, a OAB, a PF e a CGU - (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)

A Justiça Eleitoral concluiu nesta sexta-feira (4/9) uma das principais etapas de preparação para as eleições de 2026. A 30 dias do primeiro turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou a assinatura digital e a lacração dos sistemas que serão utilizados na votação, apuração e totalização dos votos em todo o país.

O procedimento tem como objetivo assegurar que os programas empregados no pleito permaneçam íntegros e correspondam às versões previamente submetidas a testes e auditorias. Antes da cerimônia, os códigos-fonte dos sistemas passaram pelo processo de compilação, que transforma as instruções escritas em linguagem de programação em arquivos executáveis pelas máquinas.

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Com a assinatura digital, são produzidos resumos criptográficos dos programas. Esses códigos funcionam como uma espécie de impressão digital dos sistemas e permitem conferir, posteriormente, se a versão utilizada nas eleições corresponde exatamente àquela analisada e aprovada pela Justiça Eleitoral.

A cerimônia foi acompanhada por representantes das instituições autorizadas a fiscalizar o processo eleitoral. Entre elas estão Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Congresso Nacional, Controladoria-Geral da União, Polícia Federal e Sociedade Brasileira de Computação, além de outras entidades e órgãos de controle.

Os fiscalizadores também podem desenvolver ferramentas próprias para verificar os sistemas. Esses programas passam pelo mesmo processo de assinatura digital e são incorporados às mídias utilizadas na etapa de lacração.

A lacração representa uma nova camada de proteção. Depois de assinados, os sistemas são gravados em mídias não regraváveis, que ficam armazenadas na sala-cofre do TSE. Cópias são encaminhadas posteriormente aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), responsáveis pelas etapas de preparação das urnas eletrônicas.

Entre os sistemas submetidos ao procedimento estão aqueles relacionados ao funcionamento das urnas, ao registro e à transmissão dos Boletins de Urna, ao recebimento e à totalização dos resultados e aos mecanismos de segurança e criptografia das informações.

Fiscalização

Durante o encerramento da cerimônia, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, afirmou que a assinatura e a lacração dos sistemas representam uma etapa importante para garantir a segurança das eleições. “A partir de hoje, os sistemas que serão utilizados nas eleições gerais de 2026 estão oficialmente assinados e lacrados”, declarou.

Segundo o ministro, “a segurança do processo eleitoral não decorre de um único mecanismo, mas sim da combinação de diferentes camadas de proteção, de controles independentes, de procedimentos rigorosos e, sobretudo, da ampla possibilidade de fiscalização”.

O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro. Na data, os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais ou distritais.

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postado em 04/09/2026 10:47 / atualizado em 04/09/2026 10:47
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