
O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou nesta sexta-feira (4/9) que a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a crise envolvendo o Banco Master serviu para “recompor a verdade” sobre o caso e evidenciar, na avaliação do partido, as diferenças entre o petista e seu principal adversário na disputa pelo Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A manifestação ocorre um dia depois de Lula se pronunciar sobre o episódio e em meio à ofensiva de aliados do governo para associar o surgimento e a expansão do Banco Master à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Éden, a atuação do atual governo diante das suspeitas também deve ser explorada como elemento de diferenciação eleitoral.
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“O esquema nasceu no governo Jair Bolsonaro, e foi no governo do presidente Lula que o banqueiro foi preso e seu banco fechado. Os Bolsonaros autorizaram e alimentaram o Banco Master; Lula mandou investigar e fechou o banco”, afirmou o secretário.
Éden também contestou a versão apresentada por Flávio sobre os recursos recebidos do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o dirigente petista, a dimensão das suspeitas envolvendo o Master enfraquece o argumento de que se trataria exclusivamente de dinheiro privado. “O escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil. R$ 60 bilhões foram desviados de fundos de pensão e aposentados de vários estados e municípios, o que destrói a versão de Flávio Bolsonaro de que o dinheiro que ele pediu e recebeu de Daniel Vorcaro seria recurso privado”, disse.
O secretário ainda voltou a cobrar explicações do candidato do PL sobre sua relação com Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse. “Flávio mente sobre sua relação com Vorcaro, com o Banco Master, não apresenta o contrato do escândalo Dark Horse e nem abre o sigilo bancário das suas contas”, declarou.
Na avaliação de Éden, a crise institucional também deve aprofundar o contraste que o PT pretende estabelecer entre Lula e Flávio durante a campanha. Enquanto o presidente, segundo ele, defende que as suspeitas sejam investigadas independentemente de quem esteja envolvido, o adversário estaria utilizando o episódio eleitoralmente.
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“Em um cenário internacional tão instável e com a crise institucional no Brasil se agravando, quem tem condições reais, maturidade e autoridade para conduzir o país? Lula é a experiência, Flávio uma aventura”, argumentou.
Éden encerrou a manifestação dizendo que o presidente defende a apuração integral das suspeitas, “sem privilégio nem blindagem de ninguém”, e classificou Flávio como uma “fonte inesgotável de denúncias e suspeitas”.

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