
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) anunciou nesta terça-feira (8/9) que protocolou um pedido de prisão contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento do chefe da corporação e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
Mendonça também determinou a abertura de procedimentos criminais e administrativos para apurar a elaboração de relatórios de inteligência sobre autoridades. Para Viana, os fatos são graves e exigem uma reação imediata das instituições.
“Eu estou encaminhando, protocolando hoje o pedido de prisão a todas as autoridades referentes a esse caso, ao próprio ministro André Mendonça, pedindo imediatamente não só o afastamento, mas a prisão de André Rodrigues, à Corregedoria da Polícia Federal e ao próprio Tribunal de Contas da União pelo uso indevido do cargo e do dinheiro público para a confecção, segundo o próprio ministro André Mendonça, de relatórios apócrifos”, afirmou.
O senador disse que os documentos teriam sido utilizados para embasar uma ação contra um ministro do Supremo e defendeu que os responsáveis sejam chamados a prestar esclarecimentos.
Viana também cobrou o retorno do Senado a uma atuação mais efetiva diante da crise entre instituições. Ele enfatizou que vai oficiar a ministra Cármen Lúcia, do STF, para que cobre do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um posicionamento sobre a instalação do Conselho de Ética e a abertura de investigação sobre a atuação da Presidência da Casa diante dos pedidos de impeachment de Alexandre de Moraes.
“É inadmissível que o Senado da República continue fechado diante da crise institucional que nós estamos vivendo. Esta é a casa das leis e da República. Somos nós que temos a obrigação de fazer as mudanças necessárias e a fiscalização dos Poderes”, disse ele.
O senador também defendeu a instalação de uma CPMI para investigar os desdobramentos do caso e afirmou que pretende convocar ao Senado responsáveis pela Polícia Federal. Viana ainda cobrou explicações de autoridades citadas no contexto das investigações envolvendo o Banco Master, entre elas Alcolumbre, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Alexandre de Moraes.
Porém, ao falar sobre as suspeitas relacionadas a essas autoridades, ressaltou: “Eu não estou fazendo a pré-condenação de ninguém, o que respeito a todos”. Paralelamente, solicitou ao Ministério da Justiça informações sobre quem determinou o monitoramento de Mendonça, como os relatórios foram produzidos, a quem foram destinados e o que foi feito com as informações obtidas.
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