
O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) comemorou, nesta terça-feira (8/9), a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. Em publicação no X, o governador de Minas Gerais afirmou que o partido foi responsável pelo pedido que resultou na medida e declarou: “Conseguimos o afastamento do chefe da PF”.
Segundo Zema, a decisão de Mendonça teve como base uma solicitação apresentada pelo Novo após um relatório de aproximadamente 200 páginas apontar, de acordo com o candidato, menções a Andrei Rodrigues no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Zema classificou o afastamento como resultado da atuação do partido e afirmou que seguirá cobrando medidas contra pessoas que considera protegidas de responsabilização.
Na publicação, o candidato adotou tom de crítica à atuação das instituições e afirmou que, enquanto “muitos falam”, o Novo “faz”. A declaração ocorre em meio às investigações que envolvem a cúpula da Polícia Federal e a produção de relatórios de inteligência sobre integrantes do Judiciário e de outras instituições.
A decisão de Mendonça também determinou o afastamento do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa, além da abertura de investigações pela Corregedoria da corporação para apurar a produção e o compartilhamento dos relatórios. A Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento de Andrei Rodrigues, mas o ministro Gilmar Mendes pediu vista e suspendeu o julgamento.
Ao concluir a publicação, Zema reforçou o discurso de oposição a integrantes das instituições que, segundo ele, não estariam sujeitos aos mesmos mecanismos de responsabilização. “Chega de intocáveis!”, escreveu o candidato, acrescentando que pretende manter a atuação política contra o que classificou como privilégios e falta de responsabilização.
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