
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) comemorou neste sábado (12/9) a retirada do sigilo de documentos relacionados à investigação sobre o filme Dark Horse, produção que retrata a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) há cerca de dois meses, o senador afirmou que a divulgação dos autos demonstra, segundo ele, a ausência de irregularidades em sua atuação na captação de recursos para a obra. “Graças a Deus, o sigilo foi afastado de tudo e às claras para todo mundo ver o que eu sempre disse: que não tem absolutamente nada de errado nesse filme. Estou muito tranquilo, o impacto é zero”, declarou.
A investigação é relatada pelo ministro André Mendonça e surgiu no contexto do caso envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. A Polícia Federal apura a origem e a destinação de recursos utilizados na produção do longa, incluindo repasses milionários associados ao projeto.
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Flávio reconheceu ter procurado Vorcaro para obter financiamento para o filme, mas nega irregularidades. Para o candidato, o fato de estar sendo investigado e, até o momento, não ter sido denunciado representa um “atestado de idoneidade”. “Para minha surpresa, eu estou sendo investigado há dois meses e o que é que surgiu contra mim? Nada. Esse é o maior atestado de idoneidade, é disso que eu precisava”, afirmou.
Flávio também aproveitou a divulgação dos documentos para cobrar do STF a retirada de sigilos de outras investigações. O candidato citou especificamente o caso envolvendo supostas irregularidades em descontos de aposentados e pensionistas do INSS e pediu acesso a informações que, segundo ele, poderiam esclarecer eventuais relações de pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com investigados.
Ele voltou a cobrar a divulgação de informações sobre uma reunião que, segundo ele, teria envolvido Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e Lula.
O senador ainda direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes e ao inquérito das fake news. Segundo Flávio, a publicidade dos procedimentos permitiria à população avaliar as condutas investigadas. “Nada melhor do que a luz sobre as trevas para que tudo venha à tona e a população possa fazer o seu juízo de valor”, disse.
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