
Aliados do candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliam que a estratégia de importar o chamado "método Milei" para a economia brasileira pode não ser um bom movimento no xadrez político da campanha.
Integrantes do Centrão que apoiam a candidatura do primogênito de Jair Bolsonaro ponderam que "este não é o modelo ideal" para ser replicado no Brasil. A avaliação é de que a associação direta com o presidente argentino Javier Milei pode gerar ruídos, sobretudo diante das diferenças econômicas, sociais e institucionais entre os dois países.
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A discussão ganhou novos capítulos após a coordenadora econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques, classificar Milei como um "ótimo exemplo". Segundo a ex-presidente da Caixa, a equipe trabalha para rever impostos criados ou elevados durante o governo Lula e já mapeou mais de mil normas que poderiam ser revogadas. "Milei é um ótimo exemplo em termos de voltar a ter capacidade de investimento e redução de burocracia e impostos", afirmou durante evento do Esfera Brasil, na segunda-feira (14/9).
O discurso encontra respaldo em outros integrantes da equipe econômica do senador. O ex-ministro Adolfo Sachsida afirmou, no início do mês, que o grupo prepara uma agenda de desregulamentação, desburocratização e digitalização da economia.
O próprio programa de governo de Flávio prevê corte de pelo menos dez ministérios, redução de cargos comissionados e a criação de um novo teto para os gastos públicos. A aproximação com a experiência argentina, portanto, aparece não apenas no discurso de integrantes da campanha, mas também em parte das propostas apresentadas pelo candidato.
Economia