Nova York

Lula defende cooperação contra o crime organizado e diz que não vai terceirizar segurança

Em discurso na Assembleia Geral da ONU, presidente afirmou que combate às organizações criminosas exige controle do fluxo de armas e dinheiro e destacou operações realizadas no Brasil

Lula defendeu uma estratégia baseada na cooperação internacional para combater as estruturas que financiam e abastecem as organizações criminosas -  (crédito: Reprodução )
Lula defendeu uma estratégia baseada na cooperação internacional para combater as estruturas que financiam e abastecem as organizações criminosas - (crédito: Reprodução )

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (22/9), durante a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que o Brasil está preparado para enfrentar organizações criminosas e que o país não pretende terceirizar a responsabilidade pela proteção de suas fronteiras e da população. Ao abordar o avanço da criminalidade, o chefe de Estado afirmou que trabalhadores são vítimas de roubos, famílias perdem filhos e policiais também sofrem com a violência.

Segundo o petista, a população está cansada da insegurança e precisa ter garantido o direito de viver sem medo. “O Brasil não subestima o desafio representado pelo crime organizado. Estamos preparados para enfrentar as organizações criminosas que aterrorizam nossas comunidades”, declarou.

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Lula defendeu uma estratégia baseada na cooperação internacional para combater as estruturas que financiam e abastecem as organizações criminosas. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas, precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastece o crime organizado”, afirmou.

Segundo o presidente, essa é a lógica de uma proposta que ele disse ter entregue pessoalmente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula afirmou que o Brasil pretende combater a lavagem de dinheiro realizada por criminosos brasileiros no exterior. A declaração coloca o fluxo financeiro das organizações criminosas como um dos pontos centrais da estratégia apresentada pelo governo no discurso.

Integração entre países amazônicos

Lula também destacou a criação, em Manaus, no Amazonas, do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia. Segundo ele, a estrutura reúne autoridades de segurança pública dos nove países amazônicos.

O presidente afirmou que, durante muito tempo, os estados brasileiros atuaram de forma isolada no combate à criminalidade, o que teria sido aproveitado pelas organizações criminosas. “Os estados brasileiros atuaram cada um à sua maneira, o crime se aproveitou da falta de coordenação. Mas isso está mudando”, disse.

A integração entre diferentes autoridades foi apresentada por Lula como parte da mudança na estratégia brasileira de enfrentamento ao crime organizado.

 

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postado em 22/09/2026 12:07 / atualizado em 22/09/2026 12:08
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